Governo anuncia leilões para aumentar arrecadação e projeta R$ 470 bi em investimentos até 2030

O governo federal projeta realizar ao menos 113 leilões nos setores de infraestrutura, energia e transportes entre 2027 e 2030. Com a meta será de arrecadar até R$ 474 bilhões em investimentos públicos e privados.

O planejamento abrange concessões de rodovias, ferrovias, terminais portuários, aeroportos, hidrovias e ativos de transmissão de energia elétrica.

Transportes terrestres: O Ministério dos Transportes prevê 36 leilões de rodovias e 18 de ferrovias. Para 2027, a meta é atrair R$ 102,68 bilhões em projetos rodoviários e R$ 160 bilhões para a malha ferroviária.

Portos e aeroportos: A carteira projeta investimentos de até R$ 161,5 bilhões, incluindo 34 leilões portuários e até 6 concessões inéditas de hidrovias.

Energia elétrica: O Ministério de Minas e Energia prevê 7 leilões de transmissão até 2029 (com R$ 50 bilhões estimados para 2027), além de 11 leilões para contratação de reserva de capacidade de potência.

Analistas do setor apontam que a taxa de juros e o cenário fiscal serão determinantes para a capacidade de captação de crédito das empresas interessadas em projetos de longo prazo no país.

A equipe de transição do prefeito Eduardo Braide acionou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) para suspender repasses e pagamentos com indícios de irregularidades efetuados pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

A medida cautelar visa travar repasses financeiros e contratos da pasta estadual sob suspeita de desalinhamento com os critérios legais e de transparência fiscal.

O grupo de transição aponta a necessidade de fiscalização imediata pelo órgão de controle para barrar a liberação de recursos públicos em operações consideradas suspeitas durante este período de transição.

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pediu esclarecimentos aos operadores de duas aeronaves privadas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro sobre um possível transporte remunerado de passageiros sem autorização para táxi aéreo.

O pedido consta em um despacho assinado em 28 de outubro pelo superintendente de Operações da Aviação Geral da agência, Edvaldo Rodrigues de Oliveira. O foco da apuração recai sobre os aviões de prefixos PP-BIO e PS-FSW.

As aeronaves são citadas em investigações sobre eventuais viagens do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizadas entre Brasília e São Paulo ao longo de 2025.

Voos sob suspeita

Prefixo PS-FSW: Pertence à empresa FSW PSE (que tem entre os sócios Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro). O avião fez o trajeto Brasília-Congonhas na noite de 7 de agosto de 2025. O piloto, no entanto, negou que o magistrado estivesse a bordo.

Prefixo PP-BIO: Operado pela Prime Aviation, o jato não possuía autorização para transporte remunerado. Registros apontam a presença de Moraes e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, em um hangar de Brasília em 16 de outubro de 2025, data em que a aeronave decolou rumo ao aeroporto Catarina (SP), embora os registros não confirmem o embarque do casal.

Em manifestações anteriores, o escritório de Viviane informou que utilizava serviços de diferentes empresas de táxi aéreo incluindo a Prime Aviation com pagamentos via compensação de honorários contratuais. O gabinete de Moraes negou que o ministro tenha viajado em aeronaves de Vorcaro ou na companhia do banqueiro e de Zettel.

A Justiça Federal em São Paulo suspendeu a liminar que autorizava o funcionamento de três casas de apostas online no país.

A decisão de derrubar a liminar foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) após recurso interposto pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Com a determinação judicial, as plataformas Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online — todas sob gestão da empresa CDA Gaming — permanecem com as operações suspensas em todo o território nacional. A suspensão é válida até o julgamento definitivo do processo pelo tribunal.

A medida atende aos esforços do governo federal, que no mês passado proibiu a atuação de empresas operadoras de sites de apostas que não cumprissem os requisitos legais definidos pela regulamentação do setor no país.

O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi preso em Assunção logo após o Senado aprovar a perda de seu mandato nesta sexta-feira (6).

A ordem de prisão foi emitida por quatro promotores do Ministério Público paraguaio no desdobramento das investigações de gestão fraudulenta e crimes ligados ao escândalo financeiro do Ueno Bank. Peña cumprirá pena em prisão domiciliar.

O caso ganhou força após denúncias de conflitos de interesse envolvendo o ex-mandatário que foi acionista da holding controladora do banco até 2025 e o direcionamento irregular de recursos públicos de instituições como o Instituto de Previdência Social (IPS) e Itaipu para a instituição financeira.

O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (6.nov.2026), o impeachment do presidente Santiago Peña (Partido Colorado).

Votação unânime: 44 dos 45 congressistas presentes votaram a favor da medida em sessão extraordinária.

Crise bancária: O processo ocorreu um dia após a aprovação na Câmara dos Deputados e foi motivado pela crise instalada com a quebra do Ueno Bank, o maior banco digital do país.

Precedente histórico: Peña torna-se o segundo presidente eleito democraticamente a ser destituído pelo Congresso no Paraguai desde o fim da ditadura de Alfredo Stroessner (1954–1989), precedido apenas por Fernando Lugo em 2012.

Conflito de interesses e investigações

O libelo acusatório protocolado por legisladores apontou graves conflitos de interesse envolvendo o ex-mandatário. Peña foi acionista do Grupo Vázquez — controlador do Ueno Bank — até março de 2025, instituição que reunia cerca de 3 milhões de clientes (metade da população paraguaia).  

A acusação também responsabilizou o presidente pela nomeação de Carlos Carvallo para a presidência do Banco Central do Paraguai e por direcionar volumes expressivos de recursos do IPS (Instituto de Previsão Social) para o banco acima dos limites legais.  

Sucessão

Com o afastamento definitivo e a perda do foro privilegiado, assume o comando do Executivo o vice-presidente Pedro Alliana (Partido Colorado), cujo pedido de impeachment foi rejeitado pela Câmara.