Ameaça de míssil portátil motiva troca secreta de avião de Trump na Turquia

Foto: RO Acontece

Uma ameaça específica contra o Air Force One surge no último dia da cúpula da OTAN na Turquia, no mês passado, segundo pessoa familiarizada com o assunto. A suspeita envolve o uso de um míssil portátil contra a aeronave presidencial americana.

A informação leva autoridades dos Estados Unidos a montar, às pressas, um plano secreto para retirar o presidente Donald Trump do país em um jato alternativo. O temor é tão grande que equipes de segurança descartam tanto o antigo Air Force One quanto o jato doado pelo Catar, usado por Trump para chegar à cúpula, como opções seguras para o retorno.

A fonte não revela a origem exata da ameaça, mas afirma que ela é tratada como séria. Um dos fatores que reforça essa avaliação é o nível de detalhe que o Irã demonstra ter sobre a agenda do presidente americano durante sua passagem pela Turquia.

Militares e agentes do Serviço Secreto trabalham em conjunto para transferir Trump para outra aeronave e tirá-lo do país em poucas horas. Ao longo do último dia do encontro, o presidente aparenta preocupação com as ameaças iranianas, mencionando o assunto repetidamente em conversas com jornalistas.

Dias depois da cúpula, vem à tona que Israel compartilhou com os Estados Unidos informações de inteligência sobre um novo plano do Irã para assassinar Trump. Parte dos funcionários que acompanham o caso, no entanto, recebe essa inteligência israelense com ceticismo, avaliando que o alerta também pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de Israel para influenciar as decisões de Trump em relação ao Irã.

Foto: Sergipe Notícias

O delegado e pré-candidato ao Senado André David rebate as especulações que tentam vinculá-lo aos R$ 240 mil apreendidos recentemente em Sergipe. Em entrevista ao jornalista Narcizo Machado, na Rádio Fan FM, nesta terça-feira (11), ele afirma estar disposto a abrir mão da candidatura caso fique comprovada qualquer relação sua ou de familiares com o dinheiro.

As especulações surgem depois que versões passaram a circular associando a quantia a uma empresa pertencente à cunhada do delegado, com a suspeita de que os recursos se destinariam ao financiamento irregular de campanha por meio de caixa dois. André David nega qualquer envolvimento e classifica as acusações como uma tentativa de atingir sua imagem, defendendo que se esclareça quem de fato está ligado à entrega do dinheiro. “Eu sou o mais interessado em saber quem foi o dono, no masculino, dessa empresa que entregou esse dinheiro”, declara, garantindo que nenhum veículo pertence a empresas da cunhada e que o valor não tinha como destino sua pessoa. Ele reforça o compromisso assumido: comprovada a ligação, renuncia à candidatura.

O delegado também critica o uso de acusações sem comprovação no período eleitoral, avaliando que práticas desse tipo têm o potencial de comprometer candidaturas e influenciar o resultado das eleições. Segundo ele, é uma prática recorrente não apenas em Sergipe, mas em todo o país, destruir reputações e usar instituições para forçar alianças políticas, o que classifica como lamentável e exige responsabilidade redobrada na construção de narrativas.

Ao longo da entrevista, André David destaca sua trajetória na Polícia Civil, onde soma 18 anos de carreira, com passagens pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) e pelo Departamento de Narcóticos (DENARC). Ele cita ainda sua situação patrimonial como argumento em sua defesa, afirmando morar de aluguel no mesmo apartamento há uma década e não possuir bens como imóveis, fazendas ou veículos.

Por fim, o delegado se coloca à disposição dos órgãos de controle, incluindo o Ministério Público e a Polícia Federal, para prestar esclarecimentos a qualquer momento. Ele afirma que pode apresentar documentos pessoais e sua movimentação financeira caso seja chamado a depor sobre o caso.

Foto: Brasil 247

A Polícia Federal afirma ter identificado a fonte por trás de uma reportagem crítica ao ministro do STF Flávio Dino após acessar a conta de WhatsApp Web do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida. O acesso ocorreu por meio do notebook do profissional, apreendido meses antes por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A informação está em relatório da corporação citado na decisão que autorizou buscas e apreensões cumpridas nesta terça-feira (11/8) contra a fonte e outro envolvido no caso.

Segundo a PF, as conversas encontradas no aparelho revelam contato entre o jornalista e Raimundo Soares Cutrim, então secretário de Estado Extraordinário de Assuntos Legislativos do governo maranhense. Cutrim foi exonerado do cargo em 20 de julho, quando passou a cumprir prisão domiciliar por ordem do STF. As mensagens levaram os investigadores a concluir que ele forneceu informações e imagens usadas em matéria publicada em novembro de 2025 sobre o uso de veículos oficiais por Dino e familiares.

A apuração da PF também alcançou trocas de mensagens entre Luís Pablo e o advogado Diogo Diniz Lima, ex-secretário municipal de Urbanismo e Habitação de São Luís, igualmente alvo de mandados na terça-feira. De acordo com a polícia, os diálogos mostram Diogo orientando o conteúdo de reportagens contra o ministro e chegando a pedir que o jornalista apagasse mensagens ligadas a uma das matérias.

O relatório aponta ainda uma transferência de R$ 100 mil feita por Diogo em favor de Luís Pablo, depositada na conta de um terceiro, Danilo Cutrim Bezerra. Segundo os investigadores, o valor fazia parte do pagamento por um imóvel rural de propriedade de Danilo, adquirido pelo jornalista por R$ 461 mil, quitados por diferentes pagadores. A PF avalia que, embora as primeiras trocas de mensagens pudessem sugerir apenas a relação usual entre jornalista e fonte, o pagamento identificado depois motivou um aprofundamento da investigação.

Na decisão que autorizou as buscas, Moraes reproduz a avaliação da PF de que a transferência levanta dúvidas sobre a real natureza da relação entre Diogo e Luís Pablo, já que o advogado teria ao mesmo tempo direcionado o conteúdo das reportagens e beneficiado financeiramente o jornalista.

Foto: da esquerda para direita: Carlos do Calisto, Junim do Povo e Mário Vicktor

A Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral deflagraram nesta terça-feira (11) a Operação Omertá, que resultou na prisão de sete pessoas em Sobral, entre elas três vereadores do município. Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União) tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos e foram afastados dos respectivos cargos por um período inicial de 180 dias, conforme decisão judicial. Ao todo, a ação cumpriu 14 mandados de prisão, 25 de busca e apreensão e cinco medidas de afastamento cautelar, todos expedidos pela 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza.

As investigações, iniciadas em 2024, apontam que o Comando Vermelho cobrava uma espécie de pedágio de candidatos que pretendiam fazer campanha em determinados bairros de Sobral. Segundo o Ministério Público do Ceará, os valores exigidos variavam entre R$ 30 mil e R$ 60 mil, dependendo de o candidato já ocupar ou não um mandato. A facção também é investigada por usar ameaças para interferir na escolha política dos eleitores, incluindo o cancelamento de eventos de campanha após ameaças de morte e de atentados contra pessoas e estabelecimentos ligados à organização dessas atividades.

Carlos Evanilson Oliveira Vasconcelos, o Carlos do Calisto, tem 62 anos, atua politicamente na região do distrito de Jaibaras e trabalha como vaqueiro, com fazendas e criação de gado declaradas à Justiça Eleitoral. Ele foi o vereador mais votado de Sobral em 2024, com 4.176 votos, e já teve passagens por PDT e PSB em eleições anteriores, além de ter ocupado a Secretaria da Conservação e dos Serviços Públicos da cidade em 2021.

Raimundo Nonato do Nascimento, o Junim do Povo, tem 50 anos e foi eleito vereador em 2024 com 1.209 votos pelo Podemos, após ter sido suplente pelo PT em 2020. Já Mário Vicktor Linhares Cavalcante, de 27 anos, é advogado e preside a Comissão de Redação e Justiça da Câmara de Sobral. Eleito pela União Brasil em 2024 com 3.069 votos, ele também havia sido vereador em 2020, então pelo MDB.

Entre os presos na operação está ainda uma policial militar que atuava no policiamento ostensivo da cidade e é casada com um chefe de organização criminosa em Sobral, também detido. Os nomes dos demais alvos não foram divulgados pelas autoridades. O presidente da Câmara Municipal, Chico Jóia Júnior, informou que ainda não recebeu a documentação oficial sobre o afastamento dos vereadores e que a Casa deve se manifestar em nota nas próximas horas. Os partidos dos parlamentares presos foram procurados, mas não haviam se posicionado até a última atualização do caso.

Foto: Divulgação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autoriza uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. De acordo com a sucursal da TV Globo no estado, Cutrim é apontado pela Polícia Federal como a fonte de informações do jornalista Luís Pablo, que já havia sido alvo de mandado semelhante no início do ano após publicar reportagens sobre o ministro Flávio Dino.

A defesa de Cutrim confirma a relação entre a nova operação e a série de matérias assinadas por Luís Pablo, que tratavam do uso de veículos do Judiciário maranhense pela família de Dino. O advogado do ex-secretário afirma ainda não ter tido acesso ao conteúdo dos autos do processo.

A diligência partiu de pedido da Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República antes de ser autorizada pelo STF.

A decisão repercute entre parlamentares. O senador Flávio Bolsonaro interrompe reunião em seu quartel-general, em Brasília, para manifestar apoio a jornalistas, defendendo o sigilo da fonte como princípio inegociável e alertando para o que classifica como risco à liberdade de imprensa no país. O deputado federal Nikolas Ferreira também se manifesta nas redes sociais, chamando a ação de ataque direto ao trabalho da categoria e pedindo reação da classe jornalística.

O caso tem origem em reportagem publicada por Luís Pablo em novembro, na qual ele mostrava que Dino teria utilizado um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão, custeado com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados, para fins particulares, incluindo o uso por familiares e o pagamento de combustível com dinheiro público. À época, o jornalista foi enquadrado por stalking e incluído no inquérito das fake news, decisão que gerou repúdio de entidades de classe, que apontaram risco de precedente perigoso para o exercício da profissão e para a proteção constitucional ao sigilo de fonte.

Um juiz auxiliar de segunda instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) volta a repercutir nas redes sociais nesta terça-feira (11), um dia depois de aparecer bebendo vinho direto da garrafa e fumando durante uma sessão virtual de julgamento. Milton Lívio Lemos Salles gravou um novo vídeo, enviado a colegas de tribunal, no qual se diz vítima de difamação e nega qualquer irregularidade em sua conduta.

Na gravação, o magistrado afirma ter 36 anos de carreira na magistratura e classifica como difamatória a repercussão das imagens registradas durante a sessão de segunda-feira (10). Ele aparece de bermuda diante da câmera, consumindo bebida alcoólica e fumando enquanto o julgamento acontece, até que os demais participantes suspendem a sessão ao perceberem a situação.

No mesmo vídeo, Salles direciona ataques ao TJMG, ao Superior Tribunal de Justiça, ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, chamando as instituições de corruptas, sem apresentar qualquer prova das acusações. Ele afirma ter conhecimento de irregularidades dentro do próprio tribunal mineiro e se coloca à disposição para debater publicamente o assunto com quem discordar de sua fala.

O comportamento do juiz contraria as normas do Conselho Nacional de Justiça para sessões por videoconferência, que exigem dos magistrados o mesmo padrão de decoro das audiências presenciais, incluindo vestimenta adequada. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional também prevê conduta irrepreensível como dever funcional dos juízes brasileiros.

Diante da repercussão, o TJMG informou ter solicitado apuração imediata e rigorosa dos fatos, com procedimento aberto pela Corregedoria-Geral de Justiça, que deve encaminhar o caso ao Órgão Especial da Corte. A análise está prevista para a sessão de julgamento marcada para o dia 12 de agosto. A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais também anunciou representação contra o magistrado, pedindo seu afastamento cautelar às autoridades competentes.

Procurado, Milton Lívio Lemos Salles informou que não vai se manifestar sobre o caso.