- Reação
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

A controvérsia envolvendo as alegações atribuídas a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ganhou um novo capítulo na esfera jurídica e política. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que acionou sua equipe de advogados para processar a revista Veja e o ex-banqueiro. A reação ocorre após a publicação de reportagens sobre um suposto repasse de R$ 30 milhões em dinheiro vivo para um documentário sobre o chefe do Executivo.
O anúncio das medidas judiciais foi feito pelo senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE), um dos porta-vozes da campanha presidencial. A avaliação dos interlocutores do governo é de que as acusações veiculadas constituem desinformação criada para interferir no cenário eleitoral de segundo turno.
Em declaração sobre as providências adotadas, Camilo Santana afirmou:
“Nós já acionamos o jurídico para entrar com todas as medidas cabíveis para processar a revista e processar, também, o Vorcaro”, disse o ex-ministro, rebatendo as insinuações trazidas a público.
A apuração da Veja e as revelações de áudio
A manifestação da campanha petista ocorre em resposta às matérias veiculadas pela revista Veja, que divulgaram gravações atribuídas a Vorcaro. Nos arquivos, o empresário narra supostos pagamentos informais direcionados ao Instituto Lula, sob a justificativa de custear a produção de um filme dirigido pelo cineasta Oliver Stone. Em troca, segundo o relato exposto na reportagem, o Banco Master buscaria facilitadores para obter credenciamento e aportes junto a fundos de pensão de empresas estatais.
A coordenação da campanha de Lula classificou a matéria como uma “peça eleitoral irresponsável” e reiterou que o presidente jamais solicitou ou aceitou qualquer tipo de vantagem indevida. O Instituto Lula e a equipe responsável pela produção do filme também rebateram o teor dos áudios, declarando que a obra audiovisual não contou com financiamento irregular ou verbas não contabilizadas.
As manifestações da PF, da PGR e da Defesa
O anúncio de processos junta-se ao cenário de contestações institucionais que se acumulou desde a publicação da primeira matéria:
Polícia Federal: A corporação reafirmou em nota oficial que Daniel Vorcaro não prestou depoimento aos delegados sobre esse tema nem entregou anexos ou provas documentais à instituição.
Procuradoria-Geral da República: A PGR confirmou que a proposta de delação premiada levada pelos advogados do empresário no passado foi rejeitada por ausência de conjunto probatório mínimo, destacando que nunca tomou depoimento oral do ex-banqueiro a esse respeito.
Defesa de Daniel Vorcaro: Os advogados do empresário sustentam que ele possui informações Relevantes a prestar às autoridades e segue à disposição da Justiça, embora ressaltem desconhecer a divulgação de arquivos específicos pela imprensa.
- Caso master
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

Novos desdobramentos divulgados pela revista Veja trouxeram detalhes sobre as conversas registradas nos áudios do empresário do escândalo do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Segundo revelou a publicação nesta quinta-feira (9), uma nova gravação mostra Vorcaro descrevendo a reação de um auxiliar da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ser informado por advogados do banqueiro sobre supostos repasses de R$ 30 milhões em dinheiro vivo para um filme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e doações ao Instituto Lula.
De acordo com o relato do ex-banqueiro exposto pela reportagem, o contato inicial feito por seus defensores junto à PGR teria sido recebido com ceticismo pelo investigador citado como “Ubiratan”, auxiliar do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O teor da nova gravação publicada pela Veja
No trecho divulgado pela Veja, a voz atribuída a Daniel Vorcaro afirma que o representante da PGR demonstrou forte resistência ao tema devido à falta de comprovação documental imediata por se tratar de valores informais em espécie:
“Quando coloquei o Okamotto pra cá [na proposta de delação], na primeira vez que levei [por meio dos advogados] na PGR, ele [Ubiratan] falou: ‘pelo amor de Deus, cê não tem nada disso aqui não’. Isso aqui é só… E aí eles usavam o argumento que é o seguinte: ‘isso aqui foi em dinheiro, não consegue provar você tira tudo.’ Eles já saíram na largada assim”, diz Vorcaro na gravação revelada pelo veículo.
Posição da PGR: A Veja publicou a nota em que a PGR explica que as tratativas ocorreram via advogados e que recebia as propostas sem juízo prévio.
Posição da PF e o contraponto da Veja: A revista citou a nota em que a PF nega ter ouvido Vorcaro em depoimento, mas fez questão de enfatizar no próprio texto que jamais afirmou que o ex-banqueiro esteve pessoalmente na Polícia Federal.
Declaração da Defesa de Vorcaro: A Veja também publicou a resposta da defesa de Vorcaro, destacando a frase em que os advogados confirmam que o empresário “possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades”.
*Com informações da Revista Veja
- Caso Master
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

A divulgação de gravações atribuídas a Daniel Vorcaro, banqueiro preso pelo escândalo do Banco Master, implodiu a campanha de Lula e deu gás para oposição. O áudio o cita um suposto repasse não contabilizado para um documentário sobre o presidente Lula do PT.
O caso, porém, gerou manifestações imediatas da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e da própria defesa do empresário, que desmentiram a existência de depoimento formal e apontaram a ausência de provas sobre as alegações.
O que diz a matéria da Veja
A controvérsia ganhou repercussão após reportagem da revista Veja publicar trechos de áudios e documentos atribuídos a Vorcaro. Segundo a publicação, as gravações e anexos fariam parte de uma proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro à Procuradoria-Geral da República em junho passados.
Na reportagem, a revista detalha que Vorcaro teria relatado o repasse de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, gerido por Paulo Okamotto, com o objetivo de financiar o documentário “Lula”, dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone e lançado no Festival de Cannes. De acordo com a Veja, os valores em espécie teriam sido exigidos em acertos intermediados pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto como contrapartida para garantir o credenciamento e aportes do Banco Master junto a fundos de pensão estatais, como Previ, Caixa Asset e recursos do Banco do Brasil.
O teor do áudio veiculado
No material em áudio veiculado pela imprensa, a voz atribuída ao empresário faz menção direta às negociações e compara os repasses:
“Banco do Brasil a gente estruturou isso com ele [Vaccari]. É… O Augusto adianta ali para o Okamotto do Instituto Lula… E aí tem o negócio do filme também. O cara pede para colocar dinheiro no filme do Lula.”
Em outro momento do registro, o interlocutor acrescenta:
“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais. Eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado.”
Desmentido oficial da Polícia Federal e da PGR
Apesar da repercussão do conteúdo publicado pela revista, as principais autoridades responsáveis por investigações no país contestaram a versão de que as declarações façam parte de um procedimento oficializado. Em nota à imprensa, a Polícia Federal informou que Daniel Vorcaro nunca prestou depoimento aos delegados da corporação para relatar tais fatos ou entregar documentos comprobatórios.
Da mesma forma, a Procuradoria-Geral da República confirmou que jamais ouviu o empresário presencialmente sobre o tema. A PGR esclareceu que propostas preliminares de colaboração premiada apresentadas no passado foram descartadas e não avançaram justamente pela ausência de um conjunto probatório mínimo. Análises preliminares nas mídias e nos equipamentos apreendidos com o empresário também não identificaram mensagens ou registros financeiros que confirmem a transferência dos R$ 30 milhões.
Posição da defesa e dos citados
A defesa de Daniel Vorcaro, representada pelo advogado Daniel Bialski, foi categórica ao rebatê-los. Em posicionamento oficial, os advogados afirmaram desconhecer o áudio veiculado e ressaltaram que jamais tiveram acesso a esse arquivo nos autos. A defesa reiterou que o empresário não prestou oitiva formal à PF ou à PGR sobre negociações informais relativas a obras audiovisuais e que suas manifestações jurídicas sempre ocorreram dentro das vias legais.
O Governo Federal, o Instituto Lula e os citados nas gravações negaram veementemente as acusações. Em nota, a articulação da campanha e os representantes do presidente classificaram a denúncia como farsa sem provas e afirmaram que Lula nunca solicitou ou recebeu vantagens indevidas do Banco Master. Os produtores do documentário e aliados também declararam que a obra não contou com financiamentos irregulares de origem não contabilizada.
- Zerou
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação
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A equipe econômica anunciou nesta sexta-feira (9) que vai ampliar a desoneração de tributos federais sobre a gasolina e aumentar os subsídios ao etanol e ao diesel importado. 

As medidas ocorrem a 16 dias do segundo turno das eleições e envolvem custos estimados em R$ 5,2 bilhões em 30 dias.
Com a decisão, a redução tributária sobre a gasolina passa de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis. A medida vale por 30 dias, com possibilidade de revisão ou prorrogação.
Além da gasolina, o pacote contempla a manutenção de benefícios ao etanol hidratado e o reforço da subvenção ao diesel importado.
Confira as principais mudanças:
- Gasolina: redução tributária de R$ 0,89 por litro, com custo estimado de R$ 2,4 bilhões por mês;
- Etanol: manutenção da desoneração de R$ 0,19 por litro;
- Produtores de etanol: subsídio ampliado de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro;
- Diesel importado: subvenção adicional de R$ 1,40 por litro, além dos R$ 2,12 já previstos.
O impacto estimado das medidas para gasolina e etanol é de R$ 3,6 bilhões em 2026. Já o reforço da subvenção ao diesel importado custará cerca de R$ 1,6 bilhão no período de 30 dias.
Paralelamente, o governo abriu um crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões para o Ministério de Minas e Energia, por meio da Medida Provisória 1.395, publicada nesta sexta no Diário Oficial da União.
Os recursos serão destinados a programas de subvenção econômica à produção e à importação de combustíveis.
Do total, R$ 6,17 bilhões serão destinados ao diesel de uso rodoviário, enquanto R$ 1,35 bilhão financiará ações relacionadas a outros derivados de petróleo. Os recursos, no entanto, cobrem os subsídios atuais.
Petróleo em alta
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, justificou as medidas pela continuidade da alta internacional do petróleo e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis.
“Por essa razão, então, nós estamos zerando a tributação federal, PIS/Cofins e Cide sobre gasolina pelo período de um mês para que a gente possa reavaliar as condições.”
Segundo o ministro, o barril do tipo Brent ultrapassou US$ 100, ante aproximadamente US$ 70 antes do conflito. As margens internacionais de refino também registraram alta, pressionando os preços dos derivados.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende utilizar o aumento da arrecadação com as receitas petrolíferas para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre a população.
“Estamos reforçando a linha de usar os recursos que a gente tem percebido de aumento de arrecadação para proteger a população brasileira”, declarou Durigan.
Compensação fiscal
Segundo o Ministério do Planejamento, as renúncias relacionadas à gasolina e ao etanol serão compensadas com receitas extraordinárias de petróleo da União, com o objetivo de garantir a neutralidade fiscal.
Em nota, a pasta informou que as medidas são temporárias, valem apenas para 2026 e poderão ser revistas conforme a conjuntura econômica e a disponibilidade orçamentária e financeira.
O crédito extraordinário será destinado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por ações relacionadas às subvenções econômicas previstas nas medidas provisórias editadas neste ano.
Agência Brasil
- Ameaças
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino relatou, nesta sexta-feira (9/10), que a Segurança da Corte identificou “milhares” de mensagens com ameaças contra ele. O ministro publicou trechos dessas mensagens. Uma, publicada no X, afirmou: “O primeiro a ser fuzilado… Flávio Dino por ter proibido o acesso às armas”.
“Invadir o STF e fazer com Moraes, Dino e Zanin igual fizeram com Tiradentes, cabecinha em praça pública”, escreveu outro perfil.


Segundo Dino, “o ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”.
“Em 37 anos como servidor público, nunca respondi a um único processo criminal. O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência. Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, afirmou Dino.
O ministro ainda disse que não irá alterar a atuação profissional, pois “nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”.
“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, completou Dino.
- Bastidores políticos
- 9 de outubro de 2026
- Por: Redação

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB está sendo cobrado por posicionamento em favor de Lula no 2º turno das eleições. No entanto, o silêncio do governador, reflete a pressão de prefeitos e partidos aliados para que ele apoie a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Embora tenha mantido o apoio formal à candidatura do presidente Lula no 1ºturno, o grupo governista estadual opera sob o impacto das dinâmicas locais de 2026, e parte dessa base defende que o governador não assuma a linha de frente da campanha de reeleição de Lula.
A base política de Brandão reúne cerca de 180 prefeituras no estado. Essa movimentação ganha força após o presidente Lula ter manifestado apoio ao vice-governador Felipe Camarão (PT), que obteve 9,6% dos votos na disputa estadual, enquanto Orleans Brandão (MDB), candidato apoiado pelo grupo do governador, alcançou 34,7%. Já o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que se manteve neutro, venceu a eleição em primeiro turno com 54,03%.
Entre os aliados do Palácio dos Leões, a avaliação é que Lula optou por fortalecer o grupo político ligado ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em vez de priorizar o palanque de Orleans.
O convite recente de Felipe Camarão para que Brandão e Orleans participem ativamente do palanque de Lula no segundo turno ampliou os debates internos. Para os prefeitos aliados, o governador deve levar em conta o cenário estadual e as posições adotadas pelo presidente durante o pleito maranhense antes de cravar um posicionamento definitivo na disputa nacional.
Pressão dos partidos aliados
A cobrança sobre Brandão também envolve os diferentes posicionamentos das legendas que integram sua base política, entre elas MDB, Republicanos e PL. No cenário nacional, partidos de centro e de direita têm anunciado apoio a Flávio Bolsonaro, movimento que aumenta a pressão sobre lideranças estaduais com alianças políticas heterogêneas.
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, o Republicanos e o Novo anunciaram apoio ao senador. Nesta quinta-feira (8), o Podemos também declarou adesão à candidatura de Flávio.
No MDB, a situação é mais complexa. Enquanto parte expressiva dos diretórios estaduais defende apoio ao senador, a direção nacional, presidida por Baleia Rossi, resiste a abandonar a posição de neutralidade partidária. Levantamento citado pela Folha de S.Paulo apontou que pelo menos 15 dos 27 diretórios estaduais eram favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Esses posicionamentos nacionais, porém, não determinam automaticamente a conduta de todos os integrantes das legendas nos estados. No caso do Republicanos, por exemplo, o apoio institucional a Flávio veio acompanhado da liberação de filiados para apoiar outros candidatos.
Brandão tem preferência por Lula
Apesar da pressão dos aliados, Carlos Brandão já manifestou publicamente sua preferência pela candidatura de Lula. Em agosto, ao comentar a posição do MDB nacional, o governador afirmou: “Eu, por mim, eu tava com Lula. Lá (no Maranhão) nós somos Lula de corpo e alma”.
Agora, o governador precisa administrar as cobranças de prefeitos e lideranças partidárias que defendem outro caminho para o segundo turno. Uma declaração formal de apoio a Flávio Bolsonaro poderia aproximá-lo de setores da direita presentes em sua base, enquanto a manutenção do apoio a Lula ou uma eventual posição de neutralidade teria repercussões nas relações políticas com seus aliados.
Lula venceu em 211 municípios maranhenses
O resultado do primeiro turno também pesa na definição do posicionamento do governador. Lula recebeu 2.566.301 votos no Maranhão, o equivalente a 63,99% dos votos válidos, contra 1.239.040 votos de Flávio Bolsonaro, que obteve 30,90%.
O presidente venceu em 211 dos 217 municípios maranhenses, demonstrando a dimensão de sua votação no estado.
Até o momento, não há indicação de que Carlos Brandão vá aderir ao palanque de Flávio Bolsonaro. O governador também não sinalizou disposição para assumir protagonismo na campanha de reeleição de Lula.
A definição de Brandão é aguardada por aliados e lideranças políticas, diante do peso de sua base municipal e das diferentes posições existentes dentro do grupo governista. A decisão deverá esclarecer como o governador pretende conciliar suas declarações anteriores de apoio ao presidente com as pressões de prefeitos e partidos que defendem a candidatura do senador do PL.


