Trânsito Direitos e Deveres

Em Brasília, cúpula do MDB se reúne para anúncio oficial de filiação de Brandão no partido

 

O núcleo duro do MDB nacional se reuniu na noite da terça-feira, 19, em Brasília durante jantar na casa do ex-presidente da República, José Sarney. Com senadores e deputados do partido estavam também o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB) e o presidente da sigla no estado, Orleans Brandão.

A agenda já estava programada com a cúpula nacional do MDB para anunciar oficialmente a filiação de Carlos Brandão. O momento serviu ainda para que Orleans Brandão, pré-candidato ao governo pela legenda, pedisse apoio dos emedebistas para fortalecer o apoio do partido a candidatura a reeleição do presidente Lula.

Entre os senadores que estavam no jantar com o ex-presidente Sarney estavam Renan Calheiros, Renan Filho e Eduardo Braga. O líder do MDB na Câmara dos Deputado, Isnaldo Bulhões, além do presidente nacional da sigla Baleia Rossi.

Brandão anunciou sua filiação, que ocorreu no início de abril, e se comprometeu em aumentar a bancada do partido na Câmara e destacou a candidatura de Orleans pelo MDB.

O momento também serviu para que os senadores e o presidente nacional do MDB destacassem a força eleitoral e de articulação política da deputada federal Roseana Sarney. Renan Calheiros, por exemplo, relembrou para os presentes a atuação de Roseana quando foi líder do governo Lula no Congresso Nacional. Baleia Rossi destacou a importância da candidatura dela ao Senado.

Além da confirmação da chegada de Brandão, o encontro serviu, também, para que a deputada federal Roseana Sarney reafirmar sua pretensão de ser mesmo candidata a senadora em outubro deste ano.

Estavam no jantar o prefeito de Bacabal e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Roberto Costa (MDB), o ex-senador Edson Lobão, o deputado federal Hildo Rocha e o ex-secretário de estado, Vinicíus Ferro.

Imirante

Deputado federal, Duarte Jr. (AVANTE), anunciou nesta quarta-feira (20) sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Maranhão.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que, mesmo tentando ser “parado pelo sistema” e sem ter “dono”, enfrentou os poderosos para seguir firme na trajetória política.

“Para fazer muito mais, agora sou pré-candidato a senador da República. Com ainda mais força, independência e a mesma coragem de sempre!”, declarou Duarte Jr., escreveu.

Prefeito de Caxias, Gentil Neto

Durante pronunciamento na sessão desta terça-feira (19), na tribuna da ALEMA, o deputado Catulé Júnior (Republicanos) voltou a fazer críticas à administração municipal de Caxias, com foco na aplicação de recursos da saúde pública e a investigação da Operação Carbono Oculto 86.

O parlamentar afirmou que a população cobra esclarecimentos sobre o destino das verbas destinadas ao setor e declarou que a gestão municipal estaria sendo marcada por irregularidades administrativas.

Catulé também mencionou a repercussão da Operação Carbono Oculto 86, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Piauí, onde trechos da investigação apontariam supostas ligações entre empresários, o senador Ciro Nogueira, o deputado federal Júlio Arcoverde e o prefeito de Caxias, Gentil Neto. Ele citou informações sobre um suposto pagamento de propina mencionado em escutas obtidas durante a apuração.

“Nós, que questionamos tanto o que estaria sendo feito com os recursos da saúde de Caxias, agora de forma mais clara e evidente, sabemos para onde é que está indo. Ele está escoando para o esgoto da corrupção. Está escoando para a propina que tem sido paga àqueles que deveriam garantir a excelência dos serviços públicos de saúde para os munícipes de Caxias. É muito lamentável que hoje eu assista à minha cidade ir à bancarrota da gestão pública. Uma cidade que cada vez mais está desamparada, que cada vez mais é fruto do descaso administrativo e hoje ser tratada na mão de pessoas que não tem o mínimo de carinho e de respeito pela nossa cidade”, destacou o deputado.

O parlamentar anunciou que irá encaminhar representação aos órgãos de controle do Maranhão para solicitar acompanhamento do caso em conjunto com o Gaeco do Piauí.

Ao encerrar o pronunciamento, Catulé Júnior declarou que seguirá “enfrentando o crime com firmeza e coragem”.

Caxias

De acordo com o site ICL Notícias, além do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI) aparece em mensagens encontradas nos celulares de empresários investigados pela Polícia Civil do Piauí na Operação Carbono Oculto 86. Os diálogos sugerem negociações envolvendo emendas parlamentares.

Arcoverde é sócio do senador na empresa JJE Agenciamento de Seguros e Serviços. Com sede em Teresina (PI), a empresa atua nos setores de reparo, manutenção e comercialização de peças automotivas, de acordo com registros da Receita Federal.

A Operação Carbono Oculto 86 é um desdobramento da investigação homônima que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação no setor de postos de combustíveis. No Piauí, a operação recebeu o número 86, em referência ao DDD local.

Ciro Nogueira e Arcoverde não são investigados, mas a Polícia Civil do Estado solicitou o envio do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), após a investigação identificar menções aos parlamentares com foro privilegiado nas mensagens apreendidas nos celulares dos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa.

Em abril, o ICL Notícias publicou os áudios obtidos pela Polícia Civil que indicam uma suposta proximidade entre Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Ciro Nogueira. Em uma das gravações, Danillo afirma que Beto Louco – apontado como um dos líderes da máfia dos combustíveis – seria “muito amigo” do senador piauiense.

Já o nome de Júlio Arcoverde surge em áudios em que empresários discutem recursos destinados ao município de Caxias, no Maranhão, com referência a emendas parlamentares.  A existência dessas conversas foi revelada pela Revista Piauí.

Em uma das mensagens, Danillo afirma: “O problema foi porque o prefeito cobrou os 130. Mesmo a gente já tendo pago para o Júlio, ele cobrou os 130 de novo. Aí a gente teve que dar para aquele ‘fela’ da puta, daquele prefeito. Aí o Júlio tinha que devolver os 130. Aí ele não devolveu”.

Na sequência, o empresário continua: “Quando a gente for acertar com ele essa emenda de Caxias, nós vamos já dizer: ‘Opa, Júlio, eu já te dei os 130’. Na hora que o dinheiro de Caxias entrar, é a hora que nós vamos puxar os 130 de volta.”

Em outro trecho da conversa, Danillo indica o rompimento de um suposto acordo envolvendo o deputado federal: “Esse negócio que a gente fez de compromisso com o Júlio aí acabou. Não tem mais. […] Pode ser uma emenda de R$ 1 trilhão. Não pago nada mais. Não faço mais nenhum compromisso daqui pra frente. Zero”.

Caxias é administrada pelo prefeito José Gentil Rosa Neto. Ele se filiou ao PP em abril de 2024, durante evento que contou com a presença de lideranças da legenda, entre elas Ciro Nogueira, presidente nacional do partido.

É em Caxias também onde está registrada a sede de uma das empresas do senador, a Ciro Nogueira Comércio de Motocicletas (CN Motos), citada na operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção ligadas ao Banco Master. De acordo com investigação da PF, o senador recebia uma mesada do ex-dono do banco, Daniel Vorcaro.

O ICL Notícias entrou em contato com Ciro Nogueira, com o deputado Júlio Arcoverde, com a prefeitura de Caxias e com os empresários Haran Sampaio e Danillo de Sousa, mas não obteve retorno. Em nota enviada à reportagem em abril, após o caso vir à tona, Arcoverde informou desconhecer “quaisquer menções relacionadas ao seu nome no contexto citado”. Ele acrescentou que não é investigado no âmbito da operação, “nem em qualquer outro inquérito”.

Contrato milionário na saúde
Os investigadores do Piauí suspeitam que o suposto esquema envolvendo emendas parlamentares em Caxias, citado no áudio de Danillo, possa ter relação com a Distribuidora Mercury Medicamentos. A empresa é controlada pela Pima Energia Participações Ltda., que é investigada no âmbito do esquema ligado à máfia dos combustíveis.

A Mercury Medicamentos firmou, entre 2024 e 2025, três contratos com a prefeitura de Caxias para o fornecimento de medicamentos e material odontológico, que somam R$ 22,9 milhões. No contrato mais vultoso, assinado em maio do ano passado – com vigência de um ano e valor de R$ 22,5 milhões – o município aderiu a uma ata de registro de preços do Consórcio de Municípios Médio Paranaíba do Piauí (Comepa), por meio do mecanismo conhecido como “carona”, dispensando a realização de uma nova licitação.

Em dezembro, no entanto, o Tribunal de Contas do Piauí identificou irregularidades no certame conduzido pelo Comepa e suspendeu os contratos envolvendo os municípios piauienses Picos e São Gonçalo do Piauí com a Mercury Medicamentos.

O contrato de Caxias com a distribuidora de medicamentos foi pago com recursos do Fundo Municipal de Saúde, que recebeu R$ 43,3 milhões em emendas parlamentares entre 2025 e maio de 2026. Desse total, mais de 60% (R$ 27,9 milhões) foram destinados pela deputada federal Amanda Gentil, prima do prefeito José Gentil Rosa Neto. Ela presidiu o PP no Maranhão de outubro de 2025 a abril de 2026.

Mesma empresa aparece no esquema dos combustíveis
A Pima Energia, que controla a Distribuidora Mercury Medicamentos, foi a empresa usada na compra da rede de postos HD, de Haran Sampaio e Danillo de Sousa.  A transação é tratada pelos investigadores como um dos indícios da expansão do esquema da máfia de combustíveis de São Paulo para o Piauí.

Conforme relatório da Polícia Civil, a Pima Energia foi aberta na capital paulista apenas seis dias antes da compra da rede de postos HD, o que levantou suspeitas sobre a finalidade da empresa.

Os investigadores também afirmam que, apesar da mudança societária, houve apenas uma “substituição de bandeira (de HD para Pima e Diamante) sem alteração operacional real”, o que reforçaria a hipótese de uma venda de fachada.

Após a conclusão da negociação, Moisés Eduardo Soares Pereira passou a figurar como único sócio da Pima Energia. Segundo a Polícia Civil, ele é ex-funcionário de Haran Sampaio e Danillo de Sousa e é suspeito de atuar como laranja dos empresários.

Em março, Haran, Danillo e o ex-assessor de Ciro Nogueira, Victor Linhares, foram denunciados pelo Ministério Público do Piauí (MP-PI) pelos crimes de adulteração de combustíveis, ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e associação com Beto Louco e seu parceiro, Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo.  .

O inquérito havia sido trancado em abril, por determinação judicial, mas após recurso do MPPI, o Tribunal de Justiça do Piauí determinou a retomada da investigação.

 

O desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho foi encontrado morto na tarde desta terça-feira nos arredores da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca. O corpo foi localizado por agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Polícia Civil, não havia sinais aparentes de violência. A perícia foi realizada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). As circunstâncias da morte ainda são investigadas.

Ele estava desaparecido há mais de um mês. O caso, revelado pelo colunista Lauro Jardim, mobilizou o alto escalão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e foi acompanhado de perto pela Polícia Civil do Rio.

Por meio de nota, o TRF-2 informou, com “profundo pesar”, que o corpo encontrado no Parque Nacional da Tijuca apresenta indícios de ser do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, desaparecido desde 14 de abril. A Corte destacou, porém, que a identificação oficial ainda depende da confirmação das autoridades responsáveis pela investigação. O presidente do tribunal, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas do magistrado.

Nos bastidores do órgão, o caso era tratado com preocupação. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do tribunal estava realizando reuniões semanais com os investigadores da Polícia Civil para acompanhar o andamento das apurações.

O magistrado tinha sido visto pela última vez no dia 14 de abril. De acordo com as investigações, naquele dia ele sacou R$ 1 mil e embarcou em um táxi com destino à Vista Chinesa, tradicional mirante da cidade localizado na Floresta da Tijuca, no fim da tarde. Desde então, não haviam mais notícias sobre seu paradeiro.

Na última quarta-feira, a família do desembargador realizou uma missa em homenagem a ele na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Tijuca, Zona Norte da cidade. O GLOBO esteve na igreja e conversou com o irmão de Alcides, o contador aposentado José Paulo Martins Ribeiro, de 67 anos, que contou que a informação sobre o último destino do magistrado foi repassada à polícia pelo taxista.

— Ele mora em Ipanema, mas, no dia, estava a passeio na Tijuca, onde pegou um táxi na em direção à Vista Chinesa. Um dia após registrarmos o caso, a Polícia Civil identificou o táxi e o taxista, que passou a informação sobre o destino do meu irmão. Isso foi muito importante — relatou José na ocasião.

Um cartaz chegou a ser produzido para ser distribuído às dezenas de pessoas esperadas na missa. A peça continha dados como o nome completo do desembargador, o destino no dia do desaparecimento, a data do sumiço, a roupa que estava usando (calça e casaco pretos), contatos da DDPA e do Disque Denúncia e um pedido: “Compartilhe essa informação”.

— Estamos bastante tristes com tudo isso. Eu estou muito tenso. A minha sensação é como se eu fosse fazer um tratamento de saúde e estivesse na expectativa do resultado. Então, estou muito abalado. A minha saúde não está muito boa. Estou com a cabeça carregada e com a alimentação prejudicada. Não estou comendo direito — contou o irmão, sem conter as lágrimas, e mostrando esperança: — Apesar da tensão, acredito num desfecho positivo.
Separado, o desembargador, de 64 anos, tem três filhos: uma mulher, um homem e uma menina de 8 anos.

Afastamento por suspeita de agressão à ex-mulher

Em maio do ano passado, o desembargador foi afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça por suspeita de agressões contra a ex-mulher. Na ocasião, ele chegou a ser levado algemado para a delegacia.

— Uma hora vai sair o resultado na Justiça sobre esse caso. E eu tenho certeza de que será favorável a ele. Não é verdade que ele é um cara violento — observou o irmão na semana passada. — Por conta desse caso, ele está há um ano sem ver sua filha caçula. Está impedido de se aproximar. E isso mexeu profundamente com o psicológico dele.

José suspeita que o sumiço de Alcides possa ser uma fuga para amenizar a tensão causada pela situação.

— Ouvi uma vez a seguinte frase: “Às vezes, ficar calado ao lado de alguém significa respeito, carinho e compreensão”. O meu irmão, neste momento, está precisando de paz, silêncio e mais empatia — destacou.

O que diz a defesa da ex-mulher

Procurada, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que, neste caso, atua como assistente qualificada da ex-mulher do desembargador federal, afirmou que ela foi vítima de violência doméstica e familiar.

O órgão destacou ainda que o magistrado “foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pela prática de crimes relacionados à violência doméstica e outros tipos penais. O processo tramita em segredo de justiça perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deferiu medida protetiva de urgência em favor da vítima”, disse, em nota.

“A Instituição reafirma seu compromisso com a proteção integral das mulheres em situação de violência e repudia qualquer tentativa de culpabilização ou revitimização da assistida, ainda que no contexto de um cenário aflitivo como o do desaparecimento do desembargador federal”, ressaltou a defensoria.

O Globo

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro depois que o dono do Banco Master foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Segundo o senador, o encontro após Vorcaro ter passado dez dias detido por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), serviu para encerrar a participação do banqueiro na produção do filme que retrata a história do ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

Na última semana, reportagens do portal The Intercept Brasil expuseram mensagens de áudio que o senador enviou a Vorcaro, pedindo-lhe dinheiro para pagar parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados.

Até o portal The Intercept Brasil tornar público que Vorcaro teria injetado dinheiro na produção, Flávio dizia não ter relações com o banqueiro. Com o vazamento de seus áudios, passou a admitir o contato com Vorcaro, alegando que se aproximou do banqueiro em 2024, após o fim do governo Bolsonaro, e antes de a Polícia Federal (PF) e o Poder Judiciário reunirem provas do que pode ser a maior fraude já cometida contra o Sistema Financeiro Nacional no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares.

“Fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história”, declarou Flávio a jornalistas nesta terça-feira. “E para dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação [as suspeitas contra o Master] era grave, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo.”

Segundo o produtor executivo e roteirista do filme, o deputado federal Mário Frias (PL-SP), quem apresentou Flávio a Vorcaro foi o publicitário Thiago Miranda. Dono da agência MiThi, Miranda é suspeito de ter contratado influenciadores digitais para participarem de uma campanha organizada contra o Banco Central (BC), em favor do Banco Master. Em novembro de 2025, o BC oficializou a liquidação extrajudicial de instituições financeiras do conglomerado Master.

O próprio Miranda já confirmou a mais de um veículo de imprensa que intermediou o aporte milionário de Vorcaro no filme sobre Jair Bolsonaro. A versão foi confirmada hoje por Flávio.

“Ele me disse que conhecia uma pessoa que já havia investido em outros filmes. E me apresentou este investidor, o Vorcaro. Uma pessoa que, na época, era uma pessoa que circulava em todas as rodas, aqui em Brasília, ia a eventos com a presença de ministros, alta-roda de empresários, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, inclusive fora do Brasil”, comentou o senador, dizendo que, ao aceitar o dinheiro de Vorcaro, considerava o banqueiro uma pessoa “acima de qualquer suspeita”.

Ainda de acordo com o senador, Vorcaro cumpriu com o combinado até maio de 2025, quando passou a atrasar os pagamentos – até então liberados por intermédio de outras empresas e fundos de financiamento.

“Nesse meio tempo, como as pessoas que estavam envolvidas na produção do filme não conseguiam retorno [resposta do banqueiro], eu tentava […] cobrar ele, ter alguma posição. Eu falava: ‘se você não conseguir honrar, não tem problema. Vou atrás de outros investidores’. E ele me dizia sempre que ia honrar com o contrato integralmente”, acrescentou o senador.

“No final de 2025, foi aquele áudio que todos ouviram, em que eu peço uma luz, uma palavra final sobre o que vai acontecer, porque o filme já estava [correndo] grande risco de ser encerrado, o que seria uma grande catástrofe”, comentou Flávio, destacando que, logo após ele ter enviado o áudio revelado pelo The Intercept Brasil, Vorcaro foi preso pela primeira vez.

“Nesse momento, vimos que deu uma virada de chave. Entendemos melhor que a situação era muito mais grave”, admitiu Flávio, voltando a falar sobre a reunião que teve com Vorcaro, quando este, por determinação judicial, já estava usando tornozeleira eletrônica e não podia deixar a cidade de São Paulo. Ele reafirmou que todos os seus encontros com o banqueiro foram “única e exclusivamente para tratar do filme”.

Por determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Vorcaro foi libertado dez dias após ser detido preventivamente, na primeira fase da Compliance Zero, mas voltou a ser detido em 4 de março, na terceira etapa da operação.

Ao fim do anúncio à imprensa, o senador informou que solicitou à produtora do filme sobre seu pai que apresente uma prestação de contas transparente do orçamento da produção. O senador disse que também pediu que eventuais lucros futuros sejam colocados à disposição da Justiça.

Agência Brasil

 

O ex-presidente da República José Sarney se reuniu na terça-feira (19), em Brasília com senadores do MDB e o presidente nacional da sigla, deputado federal Baleia Rossi, em um movimento de articulação política voltado para as eleições de 2026.

O encontro tem como principal objetivo ratificar a pré-candidatura da deputada federal Roseana Sarney ao Senado nas eleições.

Um dos presentes deve ser o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido).

Roseana já exerceu mandato de senadora entre 2003 e 2009 e atualmente cumpre mandato de deputada federal. Ela também governou o Maranhão por quatro mandatos e segue como uma das principais lideranças políticas do estado.

Nos últimos meses, o nome da parlamentar voltou a ganhar força nos bastidores políticos, especialmente após pontuar bem em pesquisas eleitorais.