- Na disputa
- 24 de fevereiro de 2026
- Por: Redação

O PSTU lançou nesta terça-feira (24) o ativista Hertz Dias como pré-candidato a presidente da República para as eleições deste ano.
A sigla de esquerda defende que uma candidatura própria é necessária para oferecer uma alternativa à classe trabalhadora e à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O escolhido pela sigla para a empreitada foi candidato a vice-presidente em 2018, na chapa liderada por Vera Lúcia (PSTU).
Ativista do movimento negro, ele é um dos fundadores do Movimento Quilombo Urbano no Maranhão. Dias também é rapper e professor de História da rede pública.
“A extrema direita representa uma saída reacionária que busca aprofundar a exploração, retirar mais direitos, reprimir a organização popular e governar pela força. Mas também é preciso dizer a verdade: o governo Lula não representa uma alternativa para romper com esse sistema”, diz manifesto divulgado pelo partido nesta terça.
O documento também lista propostas de interesse da sigla, como o fim da escala 6×1, aumento geral dos salários, revogação das reformas trabalhista e da Previdência, aumento da isenção do Imposto de Renda e direitos trabalhistas e proteção social aos trabalhadores de aplicativos.
- Fortes chuvas
- 24 de fevereiro de 2026
- Por: Redação
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O governo de Minas Gerais atualizou na tarde desta terça-feira (24), em uma coletiva de imprensa em Juiz de Fora, os principais dados sobre o impacto das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata entre a madrugada de segunda-feira (23) e esta terça.

O Corpo de Bombeiros confirmou 28 mortes, sendo 21 em Juiz de Fora e 7 em Ubá, além de 40 pessoas desaparecidas. Segundo a corporação, ainda há registros de pessoas soterradas.
“Em poucas horas, choveu quase o equivalente a um mês inteiro. Isso provocou deslizamentos severos”, afirmou o governador Romeu Zema.
Zema solidarizou-se com as famílias das vítimas e informou que permanecerá na região até quarta-feira, seguindo depois para Ubá. Segundo as autoridades, há alta probabilidade de aumento no número de óbitos, uma vez que ainda há vítimas desaparecidas.
De acordo com o comandante regional do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, são 130 ocorrências registradas até o momento, com 98 pessoas resgatadas com vida. Cerca de 500 homens estão empenhados na operação, sendo aproximadamente 100 bombeiros militares, além de tropas especializadas com cães farejadores.
Desabrigados
De acordo com a atualização feita pelo governo do estado, há 200 desabrigados e 400 desalojados em Juiz de Fora. Em Ubá são 14 desabrigados e 46 desalojados.
O desalojado é a pessoa que precisou sair de casa, mas tem para onde ir, seja na casa de parentes, amigos ou em outro imóvel próprio. Já o desabrigado é aqueles que também saiu de casa, mas não tem para onde ir, depende de abrigos como ginásios, escolas ou estruturas montadas pelo poder público.
O major Mardell da Silva informou que toda a população recebeu alerta emergencial nos celulares, recomendando evacuação imediata em áreas de risco.
“Quando receber o alerta, saia imediatamente de casa. O risco geológico é muito grave em toda a região”, reforçou o governador.
O Conselho Regional de Engenharia (CREA-MG) enviou profissionais para avaliar encostas e estruturas comprometidas. A Defesa Civil mantém monitoramento contínuo das áreas mais críticas.
A CEMIG, empresa de fornecimento de energia elétrica no estado, informou que 22 mil imóveis ficaram sem luz. Geradores estão sendo deslocados de Belo Horizonte para acelerar o restabelecimento do serviço.
As buscas continuam na noite desta terça-feira, com monitoramento permanente das áreas de risco e previsão de novas atualizações nas próximas horas.
Recursos emergenciais
O governador anunciou a liberação imediata de recursos suplementares para apoiar as ações locais, sendo R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá Ele também informou ter recebido do governo federal a garantia de apoio posterior para reconstrução de pontes, vias e estruturas públicas. Em Ubá, uma das pontes foi destruída pela força das águas.
Agência Brasil
- Fim da crise
- 24 de fevereiro de 2026
- Por: Redação
O Supremo Tribunal Federal (STF) e a cúpula do Congresso Nacional fecharam nesta terça-feira (24) um acordo para a criação de regras de transição para limitar o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes. Somados aos salários, os benefícios fazem a remuneração superar o teto constitucional, que é de R$ 46,3 mil.

A proposta foi definida durante reunião realizada na manhã desta terça-feira (24) entre o presidente do STF, Edson Fachin, e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.
Também participaram do encontro o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand.
A reunião ocorreu um dia antes do julgamento do STF que vai decidir se a liminar do ministro Flávio Dino sobre a questão será mantida. O caso será votado pelo plenário nesta quarta-feira (25).
Penduricalhos suspensos
No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. Os Três Poderes, nas esferas federal, estadual e municipal, terão prazo de 60 dias para revisar e suspender o pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto.
Além disso, o ministro também defendeu que o Congresso deve regulamentar o pagamento dos benefícios extrateto.
No caso do Poder Judiciário, o ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu nesta terça-feira o pagamento dos penduricalhos a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público (MP). O ministro determinou que os tribunais de Justiça e os MPs estaduais suspendam, em até 60 dias, o pagamento dessas verbas com base em leis estaduais.
A suspensão vale também para o Poder Judiciário Federal e para o Ministério Público da União.
Agência Brasil
- Assassinato
- 24 de fevereiro de 2026
- Por: Redação
© Valter Campanato/Agência Brasil
O vice-procurador-geral da república Hindemburgo Chateaubriand pediu a condenação dos cinco acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O julgamento teve início nesta terça-feira (24), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os acusados de participação no crime são o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula; e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente.
Na avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados “constituíram e participaram ativamente de organização criminosa armada” que, com a ajuda de milícias, praticaram crimes de associação estruturada, com clara divisão de tarefas no Rio de Janeiro, com o objetivo de obter “vantagens econômicas, sempre mediante a prática de crimes graves”.
Segundo a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de fazer os disparos de arma de fogo contra a vereadora e o motorista, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como os mandantes do crime.
Rivaldo Barbosa teria participado dos preparativos da execução do crime. Ronald é acusado de fazer o monitoramento da rotina da vereadora e repassar as informações para o grupo. Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime para Lessa.
Acusação
De acordo com o procurador, os acusados não só praticaram ocupação ilícita do solo urbano como impuseram domínio territorial por meio de milícias, o que “permitiu-lhes a constituição de fortes currais eleitorais dentro dos quais obtiveram monopólio de atos de campanha eleitoral”.
Segundo ele, a contrapartida para esses grupos milicianos foi o “acesso aos benefícios que o poder político lhes poderia proporcionar, inclusive por meio da ocupação de cargos em comissão e funções de confiança em órgãos do poder público”.
Na avaliação de Chateaubriand, há nos autos “provas robustas de que a organização criminosa composta pelos denunciados e por integrantes de milícias, praticava de forma sistemática os crimes de distorção de usura e de parcelamento irregular do solo”.
Embora a organização fosse intelectualmente liderada pelos irmãos Brazão, Robson Calixto Fonseca, também conhecido por Peixe, “desempenhava, ali, papel fundamental” para a organização criminosa, de acordo coma acusação. Segundo a PGR, ele atuava como intermediário entre os irmãos e as milícias que atuavam na região, inclusive viabilizando candidaturas nas eleições, bem como para a ocupação de cargos públicos.
Marielle
Diante desse cenário, o procurador afirmou que a vereadora Marielle representava ameaça aos “currais eleitorais dos irmãos, apresentando perspectiva de revogação fundiária que contrariava um padrão de poder territorial que já estava consolidado pelas milícias, por meio de grilagem”.
O procurador explicou que as dificuldades colocadas por Marielle contra o grupo criminoso ocorriam já nos primeiros dias de mandato.
“Tão logo empossada, MarielLe se opôs de forma veemente é um projeto de lei de iniciativa de João Francisco. Projeto que, de acordo com dados técnicos apresentados pela Polícia Federal, teria impacto primordial em áreas de influência dos irmãos Brazão”, disse.
Chateaubriand reforçou que Marielle “ameaçava os currais eleitorais” dos irmãos Brazão.
“E, no exercício sua pauta parlamentar, na esfera de habitação e urbanismo, Marielle ameaçou os currais eleitorais dos irmãos, apresentando uma perspectiva de revogação fundiária que contrariava o já consolidado padrão de poder territorial das milícias, criando obstáculos de limitação de projetos de lei que interessava a organização criminosa”, acrescentou.
Quadro probatório
Tendo por base todas essas contextualizações, o procurador afirmou que a versão apresentada por Roni Lessa sobre a motivação dos homicídios “encontra-se amplamente demonstrada”.
“Posto assim, com o quadro probatório demonstrado, não há dúvida de que estão comprovadas a materialidade e autoria delitiva dos homicídios praticados contra Marielle Franco e Anderson Gomes, na forma consumada; e contra Fernanda Gonçalves Chaves, na forma tentada, por motivo torpe e mediante promessas de recompensa”, acrescentou.
O procurador lembrou que, durante a intervenção federal no Rio de Janeiro, a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça produziu um relatório que também fazia menção a “uma grande organização criminosa com a atuação em todo o estado, em especial na capital, formada principalmente para explorar jogos de azar, com empregos de violência”, o que reforçou ainda mais as suspeitas contra a organização criminosa.
“A milícia monopolizou o uso da violência, sendo responsável por diversos homicídios, no interesse da organização. E a Polícia Civil, por meio da divisão de homicídios, assumiu o papel de garantir a impunidade do grupo, de modo que os crimes de homicídios vinculados à contravenção não fossem devidamente investigados”, acrescentou, ao ressaltar o papel de Rivaldo Barbosa na organização.
O procurador disse não ter dúvidas em afirmar a responsabilidade de Rivaldo Barbosa pelos crimes de homicídio que lhe foram imputados.
Com base nas provas apresentadas contra, o procurador disse que o major da Polícia Militar Ronald de Paula era miliciano com a atuação preponderante em Rio das Pedras.
“Nos termos a denúncia, Ronald teria sido responsável pelo monitoramento da rotina de Marielle antes dos homicídios, em cargo que recebera do próprio grupo”, disse Chateaubriand ao citar várias situações de monitoramento comprovadas durante as investigações.
O procurador pediu a procedência da ação, o que inclui também o pagamento de indenização por danos morais e materiais às famílias das vítimas.
Sobrevivente
Representando Fernanda Gonçalves Chaves – única sobrevivente do atentado que matou a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes–, coube à advogada Maria Victoria Hernandez Lerner, colaboradora da PGR nas sustentações, falar sobre os impactos causados pelos criminosos na “dimensão humana” de sua representada.
“O impacto desse homicídio foi horroroso na vida da Fernanda. Ela, de um dia para o outro, perdeu não só a sua assessorada – que era madrinha, amiga e comadre. Ela vivenciou um momento e depois um longo período de terror, sem saber de onde vieram aqueles projéteis que mataram Marielle e Anderson”, disse a advogada.
Ela lembrou que Fernanda teve que largar tudo no Rio de Janeiro: sua família, sua casa, os animais domésticos. “Largou tudo e se acolheu em outros lugares, que não o lugar da sua família, de suas amizades e do seu trabalho. Ela teve de passar um período fora do Brasil. Nem mesmo sua mãe podia saber para onde ela foi”, disse.
Segundo a advogada, este julgamento não trata apenas de um “crime horrendo”, mas de uma estrutura de poder que o crime organizado tem, há muitos anos, no Rio de Janeiro, sob o respaldo de milícias.
“Toda essa estrutura criminosa antecede ao crime, exercendo domínio territorial e controle político dessas localidades”, disse a advogada ao enfatizar que a dinâmica das milícias exige sustentação política para permanecer e ampliar currais eleitorais, inclusive impedindo que outros candidatos entrem nas comunidades para fazer campanha.
Ela concluiu sua manifestação afirmando que, para atingirem seus objetivos, as milícias contam também com a participação de agentes públicos – e que muitos deles são membros do Judiciário, parlamentares e policiais civis e militares, tanto da ativa como da reserva.
Agência Brasil
- 24 de fevereiro de 2026
- Por: Redação

O deputado estadual Edson Araújo (sem partido) já tem nova data para prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CMPI) do INSS. Pela decisão da comissão nesta segunda-feira, 23, o parlamentar maranhense vai depor na próxima sessão que acontece na quinta-feira, 26.
Edson Araújo teve uma primeira data determinada para seu depoimento. Essa oitiva aconteceria dia 9 de fevereiro, antes do carnaval. No entanto, após tentar não participar do depoimento por meio de recurso no Supremo Tribuhnal Federal (STF), negado pelo ministro Flávio Dino, a defesa do deputado apresentou atestado médico, documento que adiou a oitiva.
Na sessão desta segunda, no entanto, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Pode-MG), confirmou para o vice-presidente da comissão, Duarte Júnior, a marcação do depoimento do parlamentar (veja o vídeo).
Edson Araújo foi alvo da Operação Sem Desconto da Polícia Federal após indícios de transferências bancárias atípicas em sua conta pessoal, de seus assessores da Assembleia Legislativa do Maranhão e também da entidade representativa de pescadores artesanais do estado.
Pelos dados da quebra de sigilo bancário do parlamentar, somente no mês de junho de 2024, foram repassados mais de R$ 54 milhões. Em 2025, o montante chegou a R$ 18 milhões.
Edson Araújo, non fim da semana passada, teve medidas cautelares executadas pela Polícia Federal por determinação do relator do caso dos desvio de recursos do INSS, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Andrén Mendonça. Entre as medidas há a colocação de tornozeleira eletrônica e também proibição de contato com demais investigados, membros das entidades representativas de trabalhadores de pesca como trabalhar para essas mesmas entidades.
Imirante
- Operação
- 24 de fevereiro de 2026
- Por: Redação
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24/2), a Operação Pedras Frias, com o objetivo de apurar a possível prática do crime de fraude em licitação para a contratação de empresa destinada ao fornecimento de material de expediente no município de Timbiras/MA, envolvendo recursos federais oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos municípios de São Luís/MA e de Timbiras/MA.
A ação é um desdobramento das investigações conduzidas no âmbito da Operação W.O., deflagrada em 9/11/2023, que revelou um esquema de direcionamento de procedimentos licitatórios no município de Timbiras/MA.
As investigações indicaram que, no ano de 2023, um indivíduo e dois servidores municipais teriam promovido o direcionamento do certame em favor de uma empresa previamente escolhida, a qual arrematou os 167 itens licitados, pelo valor total de R$ 7 milhões.
A apuração contou com o apoio da Controladoria-Geral da União no Maranhão (CGU/MA), que identificou diversos indícios de irregularidades no procedimento licitatório, como a presença de cláusulas editalícias restritivas à competitividade, o superfaturamento e a indevida inabilitação da empresa que havia apresentado a proposta de menor preço.



