Trânsito Direitos e Deveres

PF cumpre mandados na casa do ex-deputado Rubens Pereira

 

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta-feira (21), mandados de busca e apreensão na residência do ex-deputado estadual Rubens Pereira, em São Luís. Conhecido como “Rubão”, ele também ocupou o cargo de secretário de Estado da Articulação Política do Maranhão.

A operação foi autorizada pela Justiça Federal e apura supostos ilícitos relacionados às eleições de 2024. Os agentes federais realizaram buscas em um imóvel localizado em um condomínio de alto padrão na capital maranhense e também na residência de um assessor ligado ao ex-secretário, no bairro Maiobão.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes oficiais sobre o conteúdo da investigação nem sobre os materiais apreendidos durante a ação.

Após a operação, Rubens Pereira divulgou nota afirmando que ainda não teve acesso às informações que motivaram o cumprimento dos mandados. O ex-secretário declarou confiar no trabalho das autoridades e negou envolvimento em qualquer irregularidade.

“Em mais de 40 anos de atividade pública, nunca tinha sido alvo de operações como essa”, afirmou.

Rubão também ressaltou que as investigações tratam de eleições nas quais, segundo ele, nem ele nem membros de sua família participaram como candidatos.

Na manifestação, o ex-deputado informou ainda que já se colocou à disposição da Polícia Federal para colaborar com as investigações e afirmou que deverá se pronunciar novamente após obter mais informações sobre o caso.

A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão já foi comunicada aos advogados do banqueiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master.

Apesar da proposta ter sido rejeitada pela PF, a Procuradoria-Geral da República (PFR) ainda pode seguir a análise da proposta individualmente.

O acordo estava sendo negociado com a PF e com a PGR de forma conjunta. A Procuradoria ainda não se manifestou sobre a proposta de delação.

Investigadores vinham reclamando que o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão é que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.

A PF aprendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e apenas a perícia inicial de parte desses telefones já revelou que o esquema do banqueiro vai além de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilos.

Nesta terça-feira (19), após pedido da PF, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasilia, onde ficará submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados.

A Justiça do Maranhão suspendeu a tramitação e qualquer execução relacionada à operação de crédito de R$ 1,3 bilhão autorizada recentemente pela Assembleia Legislativa ao Governo do Estado. A decisão foi proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, em resposta a uma ação apresentada pelo deputado estadual Rodrigo Lago.

Na decisão, o magistrado determinou que o Estado do Maranhão, a Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) e o Banco do Brasil suspendam imediatamente qualquer procedimento administrativo relacionado à contratação do empréstimo previsto na Lei Estadual nº 12.874/2026. A medida também proíbe a liberação, transferência ou utilização de recursos oriundos da operação financeira, caso o contrato já tenha sido formalizado.

O juiz fixou multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão, além da possibilidade de aplicação de sanções processuais, civis e criminais.

Ao fundamentar a decisão, Douglas Martins apontou indícios de desvio de finalidade na contratação da nova operação de crédito. Segundo o magistrado, a utilização de um novo empréstimo bilionário para substituir ou quitar saldos de um contrato anterior, considerado irregular, configuraria tentativa de contornar restrições fiscais impostas pela União.

“A utilização de uma nova operação de crédito, sob o pretexto de reestruturação financeira, para absorver, substituir ou quitar os saldos desse contrato original eivado de vícios, configura desvio de finalidade”, destacou o juiz no despacho.

De acordo com a decisão judicial, o novo financiamento teria como objetivo viabilizar recursos após um bloqueio federal que impediu a liberação do mesmo valor remanescente de um contrato anterior de financiamento. Para o magistrado, a abertura de um novo procedimento de crédito baseado na Lei Estadual nº 12.874/2026 pode caracterizar fraude à legislação fiscal.

A operação de crédito havia sido autorizada no início de maio pela Assembleia Legislativa do Maranhão. Parlamentares da base governista defenderam a proposta afirmando que os recursos seriam destinados a investimentos em infraestrutura, mobilidade urbana e execução de obras em diferentes regiões do estado.

Segundo o Governo do Maranhão, os financiamentos previstos poderiam ultrapassar R$ 2 bilhões em diferentes operações financeiras voltadas para investimentos públicos.

 


A operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) resultou, na manhã desta quinta-feira (21), na prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. A investigação também teve como alvo Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como chefe da facção criminosa, que já se encontra preso em penitenciária federal.

Além de Deolane, foram presos Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da organização criminosa, e outros investigados ligados à estrutura financeira da facção. Também são alvos da Operação Vérnix familiares de Marcola, entre eles a sobrinha Paloma Sanches Herbas Camacho, que estaria em Madri, na Espanha, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, suspeito de atuar como destinatário de recursos lavados da organização e que estaria na Bolívia.

Segundo o Ministério Público, o esquema utilizava uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, como empresa de fachada para movimentação e ocultação de recursos ilícitos do PCC. A investigação aponta que a empresa funcionava como braço financeiro da facção criminosa, movimentando valores milionários em benefício da cúpula da organização.

De acordo com os investigadores, a apuração teve início em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos encontrados com presos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material revelou ordens internas da facção, referências a movimentações financeiras suspeitas e indícios de utilização da transportadora para lavagem de dinheiro.

As investigações evoluíram ao longo dos anos e deram origem à Operação Lado a Lado, em 2021, quando foram identificadas movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além do crescimento patrimonial sem justificativa econômica. A apreensão do celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador central do esquema, teria revelado mensagens, comprovantes de depósitos e informações financeiras ligando integrantes da facção a contas de Deolane Bezerra e Everton de Souza.

Segundo o inquérito, Deolane teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento financeiro. A investigação também aponta depósitos de cerca de R$ 716 mil realizados em empresas ligadas à influenciadora por uma empresa de crédito considerada suspeita.

Para os investigadores, a influenciadora mantinha vínculos pessoais e comerciais com integrantes ligados à empresa utilizada pelo PCC, além de apresentar movimentações financeiras incompatíveis com serviços advocatícios efetivamente comprovados.

A Justiça de São Paulo autorizou as prisões preventivas e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 357,5 milhões em contas e ativos financeiros dos investigados, além da apreensão de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. No caso de Deolane Bezerra, o bloqueio judicial alcança cerca de R$ 27 milhões.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis ligados à influenciadora em Barueri, na Grande São Paulo. Deolane havia retornado ao Brasil na quarta-feira (20), após passar semanas em Roma, na Itália. O nome dela chegou a constar em lista de Difusão Vermelha da Interpol durante o avanço da operação.

Ao justificar as medidas cautelares, a Justiça considerou que os investigados continuavam operando o esquema criminoso mesmo com parte da organização atuando de dentro do sistema penitenciário, além de haver risco de fuga, destruição de provas e ocultação de patrimônio.

A defesa de Deolane Bezerra informou que ainda está tomando conhecimento do conteúdo da investigação. Os advogados de outros investigados também afirmaram que irão analisar os autos antes de se manifestarem oficialmente.

 

O núcleo duro do MDB nacional se reuniu na noite da terça-feira, 19, em Brasília durante jantar na casa do ex-presidente da República, José Sarney. Com senadores e deputados do partido estavam também o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB) e o presidente da sigla no estado, Orleans Brandão.

A agenda já estava programada com a cúpula nacional do MDB para anunciar oficialmente a filiação de Carlos Brandão. O momento serviu ainda para que Orleans Brandão, pré-candidato ao governo pela legenda, pedisse apoio dos emedebistas para fortalecer o apoio do partido a candidatura a reeleição do presidente Lula.

Entre os senadores que estavam no jantar com o ex-presidente Sarney estavam Renan Calheiros, Renan Filho e Eduardo Braga. O líder do MDB na Câmara dos Deputado, Isnaldo Bulhões, além do presidente nacional da sigla Baleia Rossi.

Brandão anunciou sua filiação, que ocorreu no início de abril, e se comprometeu em aumentar a bancada do partido na Câmara e destacou a candidatura de Orleans pelo MDB.

O momento também serviu para que os senadores e o presidente nacional do MDB destacassem a força eleitoral e de articulação política da deputada federal Roseana Sarney. Renan Calheiros, por exemplo, relembrou para os presentes a atuação de Roseana quando foi líder do governo Lula no Congresso Nacional. Baleia Rossi destacou a importância da candidatura dela ao Senado.

Além da confirmação da chegada de Brandão, o encontro serviu, também, para que a deputada federal Roseana Sarney reafirmar sua pretensão de ser mesmo candidata a senadora em outubro deste ano.

Estavam no jantar o prefeito de Bacabal e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Roberto Costa (MDB), o ex-senador Edson Lobão, o deputado federal Hildo Rocha e o ex-secretário de estado, Vinicíus Ferro.

Imirante

Deputado federal, Duarte Jr. (AVANTE), anunciou nesta quarta-feira (20) sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Maranhão.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que, mesmo tentando ser “parado pelo sistema” e sem ter “dono”, enfrentou os poderosos para seguir firme na trajetória política.

“Para fazer muito mais, agora sou pré-candidato a senador da República. Com ainda mais força, independência e a mesma coragem de sempre!”, declarou Duarte Jr., escreveu.