- Sem queda
- 5 de novembro de 2026
- Por: Redação

As tensões em torno do câmbio e do fenômeno climático El Niño fizeram o Banco Central (BC) botar o pé no freio. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano.

Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões.
“O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, destacou o BC.
A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um corte de 0,25 ponto percentual. No entanto, uma parte das instituições apostavam na manutenção da taxa.
De junho de 2025 a março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Desde abril, o Copom cortou os juros cinco vezes, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio, o início do fenômeno El Niño e a recente instabilidade cambial dificultam o trabalho do órgão.
O Copom está desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.
Inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o IPCA-15, prévia do índice oficial ficou em 0,32%, beneficiado pela queda nas contas de luz.
No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o IPCA cheio de setembro no próximo dia 12.
Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.
No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em novembro de 2026, a inflação desde dezembro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em dezembro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de janeiro de 2026. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.
No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve, em 5,2% a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa da recente queda da inflação. A próxima edição do documento será divulgada no fim deste mês.
As previsões do mercado estão em linha com as da autoridade monetária. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,22%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.
Crédito menos caro
A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central reduziu para 1,8% a previsão de crescimento da economia em 2026.
O mercado projeta crescimento um pouco mais baixo. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,76% do PIB em 2026. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,85%
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.
Com informações da Agência Brasil
- Dinheiro vivo
- 4 de novembro de 2026
- Por: Redação

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), prendeu em flagrante na manhã desta quarta-feira (4) um homem que transportava R$ 998,9 mil em espécie no porta-malas de um veículo, em São Luís.
Ao perceber a aproximação das equipes policiais, o motorista realizou manobras evasivas e tentou fugir, mas acabou interceptado. A quantia de quase R$ 1 milhão foi localizada acondicionada no compartimento traseiro do carro.
O homem foi levado à Superintendência da Polícia Federal no Maranhão, onde foi autuado pelo crime de lavagem de dinheiro, passou por exame de corpo de delito e acabou transferido para o sistema prisional. As investigações conjuntas com a CGU buscam agora identificar a origem exata do valor e os destinatários da movimentação, sob a suspeita de ligação com fraudes em licitações e desvio de verbas públicas no Estado.
- Mudanças
- 4 de novembro de 2026
- Por: Redação

O Plenário Virtual do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (4.nov.2026), norma que obriga cartórios de todo o país a registrar expressamente nas certidões de óbito se a morte ocorreu em decorrência de intervenção de órgãos de segurança pública.
Atualmente, os documentos anotam apenas a causa médica do falecimento. Com a nova regra, caberá a inclusão do contexto da ocorrência sempre que a morte violenta for provocada por agentes das Polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal ou Bombeiros.
Adequação de linguagem: a medida proíbe terminologias criminalizantes ou estigmatizantes nos documentos, vetando expressões como “auto de resistência”, “confronto” ou “oposição à intervenção policial”;
Redação padronizada: o texto deverá registrar: “morte não natural, violenta, ocorrida em decorrência ou no contexto de intervenção de órgão de segurança pública”;
Transparência e reparação: o relator e presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou que a decisão melhora a fidedignidade dos dados de letalidade estatal e desonera familiares na busca por reparações e benefícios sociais;
Sem antecipação de culpa: o CNJ destacou que o registro no documento não implica apuração automática de responsabilidade civil, administrativa ou penal, procedimentos que seguem a cargo das instâncias judiciais cabíveis.
- Candidato da Oposição
- 4 de novembro de 2026
- Por: Redação

O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da Oposição, anunciou nesta quarta-feira (4.nov.2026) sua candidatura à presidência do Senado Federal para o biênio 2027–2028. O anúncio foi oficializado após reunião da bancada do Partido Liberal, em Brasília.
Marinho terá como principal adversário o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. A eleição ocorrerá na primeira semana de fevereiro de 2027, em votação secreta, exigindo o apoio mínimo de 41 dos 81 senadores para a vitória.
Força partidária: o PL contará com 29 senadores a partir de 2027, consolidando a maior bancada do Senado;
Articulação política: o candidato da oposição busca alianças com o PP e o Republicanos. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é cotada no bloco da direita;
Perfil do candidato: economista de 62 anos, Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional e relator da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados.
- Em 2027
- 4 de novembro de 2026
- Por: Redação

O governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), declarou nesta quarta-feira (4.nov.2026) que implementará um “choque de gestão” e uma reforma administrativa no governo estadual ao assumir o comando do Palácio dos Leões, em janeiro de 2027.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Braide afirmou que a equipe de transição elabora um plano de ação para os primeiros 100 dias de governo. O objetivo anunciado é elevar a eficiência da máquina pública e reestruturar os serviços estaduais nos meses iniciais da gestão.
Interlocução estadual: o governador eleito afirmou estar em contato com governadores de outros Estados para mapear e replicar modelos de gestão bem-sucedidos no Maranhão;
Prazo de atuação: declarou que as mudanças operacionais e administrativas começarão a ser aplicadas no início de 2027;
Detalhamento pendente: o texto final da reforma, a reestruturação de secretarias e as metas específicas dos 100 dias iniciais ainda não foram detalhados pela equipe de transição.
- Eleições Americanas
- 4 de novembro de 2026
- Por: Redação

Candidatos nascidos no Brasil conquistaram vitórias históricas nas eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos nesta terça-feira (3). Disputando pelo Partido Democrata, os representantes garantiram assentos nas assembleias legislativas estaduais da Flórida e de Massachusetts.
O desempenho reforça a ampliação da representatividade da comunidade brasileira e hispano-americana na política norte-americana.
Quem são os eleitos:
Felipe Sousa-Lazaballet (Flórida): Natural de Duque de Caxias (RJ), o ativista de 40 anos fez história ao ser eleito deputado estadual pelo Distrito 42 (região de Orlando). Trata-se do 1º brasileiro eleito para a Assembleia da Flórida e do 1º ex-beneficiário do DACA a alcançar o posto legislativo no estado;
Rita Mendes (Massachusetts): Advogada de 42 anos, conquistou a reeleição para a Câmara dos Representantes de Massachusetts representando a cidade de Brockton;
Priscila Sousa (Massachusetts): Também reeleita para a Câmara estadual de Massachusetts, a parlamentar consolidou sua trajetória política no estado, atuando na defesa das comunidades imigrantes e da educação pública.


