- Decisão
- 13 de julho de 2026
- Por: Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta segunda-feira (13) a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai, na qual o ex-presidente o apresenta como porta-voz de seu grupo político na disputa eleitoral de 2026.
Na decisão, Moraes entendeu que a divulgação do documento pode configurar um descumprimento das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros. Segundo o ministro, a utilização do direito de visita para tornar pública a carta representou um desvio de finalidade em relação à autorização concedida.
Além de suspender as visitas de Flávio por 90 dias, o ministro concedeu prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça se o ex-presidente tinha conhecimento de que a carta seria divulgada nas redes sociais pelo filho. Os esclarecimentos poderão subsidiar a análise sobre eventual descumprimento das medidas cautelares impostas pelo STF.
A decisão ocorre em meio ao processo eleitoral de 2026 e pode impactar diretamente a campanha de Flávio Bolsonaro, que foi apresentado pelo pai, na carta, como seu representante político durante a disputa presidencial.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal e, entre as restrições impostas, está a proibição de utilizar redes sociais ou se manifestar publicamente por meio de terceiros. O STF avalia se a divulgação da carta representou uma violação dessas condições.
- Levantamento
- 13 de julho de 2026
- Por: Redação

A corrida pelo Governo do Maranhão segue polarizada entre dois pré-candidatos, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto IPPI. O levantamento, realizado entre os dias 8 e 12 de julho, aponta o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), na liderança das intenções de voto, com 42,1%, seguido pelo secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), que aparece com 26%.
Os números reforçam um cenário de disputa concentrada entre os dois principais nomes colocados para a sucessão estadual. Na sequência, os demais pré-candidatos aparecem com percentuais inferiores a dois dígitos.
Segundo a pesquisa, o vice-governador Felipe Camarão (PT) registra 5,9% das intenções de voto. André Luís (Missão) aparece com 1,8%, enquanto Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) somam 0,3% cada.
O levantamento também identificou que 6,6% dos entrevistados afirmaram votar em branco, anular o voto ou em nenhum dos pré-candidatos apresentados. Outros 17,1% disseram não saber ou preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de julho, ouvindo 1.500 eleitores em diferentes municípios maranhenses. Registrado sob o número MA-09885/2026, o levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Os resultados indicam que, neste momento, a disputa pelo Palácio dos Leões permanece concentrada entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, enquanto os demais pré-candidatos ainda buscam ampliar sua presença junto ao eleitorado. O percentual de indecisos e de eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados também demonstra que parte do eleitorado ainda poderá influenciar o cenário eleitoral até o período oficial da campanha.
- Crime bárbaro
- 12 de julho de 2026
- Por: Redação

Os suspeitos de envolvimento nas mortes de uma gestante e do filho dela, de quatro anos, em São João Batista, já foram identificados. A declaração foi dada pelo delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, na manhã deste domingo (12), em entrevista ao apresentador Marcial Lima, da Mirante News FM.
“Nós já temos a identificação dos envolvidos. Nós já temos pessoas trabalhando na procura deles na região. Nós temos pessoas fazendo todo o trabalho de inteligência para que a gente possa dar uma resposta rápida e firme a toda a sociedade”, declarou.
Gestante e filho de 4 anos são mortos e têm corpos carbonizados
Samira Costa Correia, que estava grávida, e o filho, Yan Kaleb Costa Santos, de quatro anos, foram encontrados mortos e com os corpos carbonizados dentro de uma residência no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural de São João Batista. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (10).
Crime tem possível relação com facção criminosa
Uma das linhas investigadas é a possível relação do crime com disputas entre facções criminosas que atuam na região. A Polícia Civil instaurou inquérito para identificar os autores, esclarecer a motivação e apurar todas as circunstâncias do caso.
Segundo Augusto Barros, diferentes versões estão sendo analisadas pelos investigadores. Entre as hipóteses, está uma possível ligação da vítima com integrantes de grupos criminosos.
Vingança de facção pode estar por trás de crime contra gestante e filho
“A pessoa teria algum tipo de relação com um indivíduo de facção que, eventualmente, poderia ter mudado de facção. Outra versão que foi apresentada é que ela teria algum tipo de participação numa facção e teria traído a facção. E, por isso, tido objeto dessa vingança, dessa ‘decretação’, como eles falam”, explicou.
O delegado-geral ressaltou na entrevista, no entanto, que nenhuma linha de investigação foi confirmada até o momento. “A gente precisa manter várias possibilidades sobre a mesa para não se prender a uma única hipótese e fechar os olhos para provas que possam surgir de outros lados”, afirmou.
Desde as primeiras horas após a ocorrência, equipes especializadas das Polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e dos setores de inteligência foram deslocadas para a região, onde realizam diligências de forma integrada e ininterrupta, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA).
Entenda o caso
Durante o levantamento inicial, os policiais receberam informações de que homens armados teriam atacado três imóveis pertencentes à mesma família. Apenas uma das residências estaria ocupada no momento da ação.
Cerca de 15 homens teriam participado do ataque
Segundo relatos de moradores, aproximadamente 15 homens ainda não identificados arrombaram as três residências e seguiram até o imóvel que seria o principal alvo da ação criminosa.
Os suspeitos teriam efetuado vários disparos de arma de fogo dentro da casa. Em seguida, teriam roubado bens do imóvel, incluindo aparelhos de televisão, e ateado fogo à residência.
Os criminosos fugiram a pé e, até o momento, não há informações de que tenham sido localizados.
Corpos foram encontrados carbonizados dentro da residência
Ao chegarem ao imóvel incendiado, os policiais encontraram dois corpos completamente carbonizados.
Imirante
- Ex-deputado
- 12 de julho de 2026
- Por: Redação
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares.
A decisão foi tornada pública neste domingo (12) e é datada no dia 6, mesmo dia em que o magistrado bloqueou R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Além do bloqueio, a decisão de Dino determina que o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) apresente em dez dias todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas pela Polícia Federal, “de modo individualizado e organizado por emenda”.
No mesmo período, o ministro também ordena que a Câmara, a AGU (Advocacia-Geral da União) e a Controladoria-Geral da União informem as providências adotadas em suas esferas de competências para o cumprimento da decisão. E que a AGU comunique formalmente todos os municípios beneficiários da suspensão das emendas.
A CNN tentou contato com o ex-deputado Eduardo Cunha neste domingo (12), mas ainda obteve resposta. O espaço segue aberto.
“Afigura-se necessária, portanto, a emissão de provimento cautelar para suspender, imediatamente, a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas indicadas na representação policial, estejam elas em fase de empenho, liquidação ou pagamento. Com efeito, a proteção ao patrimônio público, à moralidade administrativa e às regras que regem a atividade financeira pública determina que atos espúrios não continuem a produzir efeitos”, determinou o ministro.
A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. A Polícia Federal, no entanto, identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, “dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”. Mariangela é conhecida como Tuca e foi alvo de operação da PF no fim do ano passado.
Na época da operação, o celular de Mariangela foi apreendido e a PF descobriu as negociações para envio de emendas. Essas medidas do STF ocorrem após a representação e conclusão da PF com base nessas diligências.
“A espantosa ascendência que alguns servidores da Câmara dos Deputados parecem atribuir ao investigado EDUARDO CUNHA contrasta com a ausência de título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público, sejam quais forem os valores, sejam quais forem os seus destinatários. Os espaços constitucionalmente permitidos às emendas parlamentares não degradam o Erário à condição de patrimônio privado, passível de aquisição, transação ou quotização entre as agremiações partidárias e seus dirigentes”, destaca Flávio Dino.
Em nota na sexta-feira (10), a defesa de Mariângela Fialek afirmou que a atuação dela era “estritamente técnica, apartidária e impessoal” e destacou que não se atribui à servidora “a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal”.
A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha também emitiu uma nota afirmando que o ex-deputado “desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas” e que “rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”. Leia a íntegra abaixo:
A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação.
Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário.
Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar.
Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.
É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha.
Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha.
A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas.
Com informações da CNN
- Eleições
- 12 de julho de 2026
- Por: Redação
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O primeiro turno das eleições gerais está marcado para o dia 4 de outubro. Faltando menos de três meses para o pleito, eleitores e candidatos devem observar diversas regras previstas na Lei 9.504 de 1997, conhecida como Lei das Eleições, e nas resoluções aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir das próximas semanas, as principais datas já começam a mobilizar eleitores, candidatos e partidos.
Convenções
As convenções partidárias estão autorizadas a partir do dia 20 de julho até 5 de agosto.
Para concorrer às vagas disputadas nas eleições de outubro, os candidatos precisam ter seus nomes aprovados pelos partidos. A escolha é realizada por meio das convenções.
Após serem chanceladas pelas legendas, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Voto em trânsito
O dia 20 de julho também marcará a abertura do prazo para pedidos de voto em trânsito, mecanismo que permite ao eleitor votar fora de sua cidade (domicílio eleitoral) no dia da eleição. Os detalhes da solicitação ainda serão divulgados pela Justiça Eleitoral.
O eleitor quer estiver em outra cidade, mas dentro de seu estado, poderá votar para presidente da República, governador, deputados federal, estadual e distrital. Se estiver em outro estado, somente para presidente.
O voto em trânsito estará disponível nas capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores.
O prazo também vale para pessoas com deficiência solicitarem mudança do local de votação.
Propaganda eleitoral
A propaganda eleitoral nas ruas vai começar no dia 16 de agosto. Os candidatos poderão participar de carreatas e passeatas entre as 8h e as 22h. As mobilizações devem manter distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, além de tribunais, quartéis militares, hospitais, escolas e igrejas.
Os comícios podem ser realizados entre as 8h e a meia-noite. Os anúncios pagos na imprensa escrita e internet também estarão liberados a partir desta data.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.
Eleições
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Agência Brasil
- Rechaçou
- 11 de julho de 2026
- Por: Redação

O pré-candidato do PSD ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, afirmou que sua campanha para as eleições de 2026 será centrada nos desafios do estado e não na polarização política nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao jornal O Globo, Braide rejeitou o rótulo de bolsonarista e defendeu que o eleitor maranhense está mais preocupado com questões como renda, infraestrutura, saúde e educação do que com a disputa entre direita e esquerda.
Campanha voltada para questões estaduais
Durante a entrevista, Braide afirmou que pretende manter o debate eleitoral voltado para os problemas enfrentados pela população maranhense. Segundo ele, a prioridade da campanha será apresentar propostas para melhorar indicadores sociais e econômicos do estado.
“O que as pessoas querem saber, hoje, não é quem está do lado de qual político, mas quem está do lado delas, do povo. O Maranhão tem o pior desempenho do país em renda das famílias, no desenvolvimento humano, em adultos com nível superior, em condições das estradas, tudo isso cobrando o maior ICMS do país. Há assuntos muito mais urgentes e muito mais importantes a serem discutidos aqui do que direita e esquerda”, declarou ao O Globo.
Ainda de acordo com o pré-candidato, temas ligados à infraestrutura, saúde e educação deverão ocupar o centro da campanha, deixando em segundo plano os debates relacionados ao cenário político nacional.
Tentativa de aproximação com grupo governista
Na entrevista, Braide também revelou que aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, chegaram a procurar sua equipe para discutir uma possível aliança com o grupo governista no Maranhão.
Segundo o pré-candidato, a composição não avançou porque ele não concordou com a condição de pedir votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral.
Braide afirmou que sua estratégia é manter independência em relação aos principais polos da política nacional e concentrar o discurso nas demandas específicas do Maranhão.
Aliança com Lahesio Bonfim
Apesar da defesa de uma campanha sem alinhamento nacional, a composição da chapa encabeçada por Braide passou a ser associada ao campo conservador após o anúncio do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), como pré-candidato ao Senado.
A aliança levou adversários políticos a classificarem a chapa como bolsonarista. Braide, no entanto, rejeita essa definição e sustenta que sua candidatura não será pautada por disputas ideológicas, mas por propostas voltadas ao desenvolvimento do estado.
