- Rechaçou
- 11 de julho de 2026
- Por: Redação

O pré-candidato do PSD ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, afirmou que sua campanha para as eleições de 2026 será centrada nos desafios do estado e não na polarização política nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao jornal O Globo, Braide rejeitou o rótulo de bolsonarista e defendeu que o eleitor maranhense está mais preocupado com questões como renda, infraestrutura, saúde e educação do que com a disputa entre direita e esquerda.
Campanha voltada para questões estaduais
Durante a entrevista, Braide afirmou que pretende manter o debate eleitoral voltado para os problemas enfrentados pela população maranhense. Segundo ele, a prioridade da campanha será apresentar propostas para melhorar indicadores sociais e econômicos do estado.
“O que as pessoas querem saber, hoje, não é quem está do lado de qual político, mas quem está do lado delas, do povo. O Maranhão tem o pior desempenho do país em renda das famílias, no desenvolvimento humano, em adultos com nível superior, em condições das estradas, tudo isso cobrando o maior ICMS do país. Há assuntos muito mais urgentes e muito mais importantes a serem discutidos aqui do que direita e esquerda”, declarou ao O Globo.
Ainda de acordo com o pré-candidato, temas ligados à infraestrutura, saúde e educação deverão ocupar o centro da campanha, deixando em segundo plano os debates relacionados ao cenário político nacional.
Tentativa de aproximação com grupo governista
Na entrevista, Braide também revelou que aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, chegaram a procurar sua equipe para discutir uma possível aliança com o grupo governista no Maranhão.
Segundo o pré-candidato, a composição não avançou porque ele não concordou com a condição de pedir votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral.
Braide afirmou que sua estratégia é manter independência em relação aos principais polos da política nacional e concentrar o discurso nas demandas específicas do Maranhão.
Aliança com Lahesio Bonfim
Apesar da defesa de uma campanha sem alinhamento nacional, a composição da chapa encabeçada por Braide passou a ser associada ao campo conservador após o anúncio do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), como pré-candidato ao Senado.
A aliança levou adversários políticos a classificarem a chapa como bolsonarista. Braide, no entanto, rejeita essa definição e sustenta que sua candidatura não será pautada por disputas ideológicas, mas por propostas voltadas ao desenvolvimento do estado.
- Composição
- 11 de julho de 2026
- Por: Redação

A pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) ao Senado Federal será oficializada neste sábado (11), durante uma coletiva de imprensa em São Luís. O parlamentar passa a integrar a chapa majoritária encabeçada pelo pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), ampliando a composição do grupo político para as eleições estaduais de 2026.
Coletiva marcará anúncio oficial
O anúncio está previsto para ocorrer às 15h, na sede do União Brasil, localizada na Rua Garoupas, nº 44, no bairro do Calhau, em São Luís.
Durante a coletiva, Orleans Brandão e Pedro Lucas Fernandes concederão entrevista à imprensa para apresentar oficialmente a composição da chapa majoritária e detalhar as diretrizes da pré-campanha.
A expectativa é que o evento reúna lideranças partidárias, aliados políticos e representantes da imprensa.
Chapa governista ganha novo integrante
Com a confirmação de Pedro Lucas Fernandes como pré-candidato ao Senado, o grupo liderado por Orleans Brandão avança na consolidação da chapa para a disputa eleitoral de 2026.
Além do deputado federal, a composição já conta com o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos), anunciado como pré-candidato a vice-governador.
Também integra o grupo o senador Weverton Rocha (PDT), que buscará a reeleição ao Senado Federal.
A definição de Pedro Lucas fortalece a articulação política da aliança governista e amplia a participação de partidos na construção do projeto eleitoral.
- Repercutiu nacionalmente
- 11 de julho de 2026
- Por: Redação

Líder nas pesquisas de intenção de voto ao governo do Maranhão, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) anunciou na quinta-feira a composição completa da chapa neste ano. Braide, que tenta evitar a nacionalização do pleito buscando distanciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), dividirá o palanque com apoiadores do petista e do bolsonarismo. Disputarão o Senado o ex-ministro do Esporte no governo Lula André Fufuca (PP) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo).
Fufuca deixou a Esplanada dos Ministérios em abril, após dois anos e sete meses no governo Lula. Meses antes, ele chegou a ser punido pelo PP após contrariar a legenda permanecendo na gestão petista. Mesmo com o ultimato da sigla para que deixasse a pasta, Fufuca foi enfático e disse “estar com Lula”. O desembarque do PP do governo petista fez parte da estratégia do partido para a eleição deste ano.
Já Bonfim tem uma relação de idas e vindas com o bolsonarismo. O ex-prefeito anunciou a desistência da disputa ao governo estadual em junho para disputar o Senado. A candidatura dele ao Executivo era vista pela direita como uma oportunidade de ter palanque no Maranhão.
Bonfim foi candidato ao governo do Maranhão em 2022, quando declarou apoio a Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, Bolsonaro não fez campanha pelo ex-prefeito.
Após a derrota do ex-presidente, Bonfim fez críticas ao antigo chefe do Executivo por aproximações ao Centrão. Nas redes sociais, o ex-prefeito ainda segue membros da família Bolsonaro.
A vice anunciada por Braide é Elaine Carneiro, que é conhecida publicamente como Elaine dos Pneus. A escolha representa um aceno do ex-prefeito ao empresariado na composição da chapa.
O anúncio da chapa provocou reações no campo petista. A senadora Eliziane Gama, que disputará reeleição, criticou a composição e buscou associá-la ao bolsonarismo.
“E a chapa bolsonarista para o governo do Maranhão agora completa”, escreveu na quinta-feira.
Nem esquerda nem direita
Como mostrou o GLOBO no mês passado, Braide não vê vantagem eleitoral em se associar a Lula ou a Flávio no pleito deste ano no Maranhão — ele aparece à frente na Genial/Quaest, de março, com 39% das intenções de voto. Aliados do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, tentaram uma aliança com o ex-prefeito para levá-lo ao campo governista, mas o antigo gestor municipal não aceitou pedir voto para o petista.
— O que as pessoas querem saber, hoje, não é quem está do lado de qual político, mas quem está do lado delas, do povo. O Maranhão tem o pior desempenho do país em renda das famílias, no desenvolvimento humano, em adultos com nível superior, em condições das estradas, tudo isso cobrando o maior ICMS do país. Há assuntos muito mais urgentes e muito mais importantes a serem discutidos aqui do que direita e esquerda — diz Braide, que opta por destacar entregas nas áreas de infraestrutura, saúde e educação durante a campanha.
Braide aparece à frente de Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão (sem partido). Também são pré-candidatos ao Executivo estadual o atual vice-governador Felipe Camarão (PT), o advogado André Luís (Missão), o professor universitário Saulo Arcangeli (PSTU) e o político Enilton Rodrigues (PSOL).
- Partiu pra cima
- 10 de julho de 2026
- Por: Redação

O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), fez duras críticas aos grupos políticos liderados por Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB). Ao defender sua pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições de 2026, Camarão afirmou que o Maranhão vive a disputa entre “três projetos” distintos e classificou os adversários como representantes do bolsonarismo e de um “projeto familiar”.
Em sua fala, Felipe Camarão afirmou que nunca adotou uma postura de neutralidade na política e declarou que sempre esteve ao lado do mesmo grupo político.
“Eu sempre tive lado, eu sempre estou do mesmo lado, e eu não sou de desistir, não sou de me vender e nem sou de me render”, afirmou.
Ao comentar o cenário eleitoral para 2026, o vice-governador disse que há três projetos em disputa pelo comando do Executivo estadual.
Sem citar nominalmente Eduardo Braide no primeiro momento, Camarão afirmou que um dos projetos é “assumidamente bolsonarista”, fazendo referência à composição da chapa anunciada pelo ex-prefeito de São Luís, que terá Lahesio Bonfim (Novo) como pré-candidato ao Senado.
Segundo o petista, esse grupo estaria alinhado à direita e à extrema direita e, por isso, não representaria o Maranhão.
Na sequência, Felipe Camarão direcionou críticas ao grupo político ligado ao governador Carlos Brandão (PSB) e ao ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), pré-candidato ao Governo do Estado.
O vice-governador classificou esse grupo como um “projeto oligárquico e familiar” e afirmou que haveria uma tentativa de continuidade política dentro da mesma família. Também citou parlamentares aliados do governo estadual que, segundo ele, fazem críticas ao PT, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao defender sua pré-candidatura, Camarão afirmou que representa uma terceira alternativa para o eleitorado maranhense e o único a contar com o apoio do presidente Lula. O petista também afirmou ser alvo de ataques políticos e de notícias falsas.
“Sou vítima de violência política constante e de ataques com mentiras em todas as esferas”, declarou.
As declarações ocorrem em meio ao avanço das articulações para as eleições estaduais de 2026. Na última quinta, Eduardo Braide anunciou o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), como pré-candidato ao Senado em sua chapa, enquanto Orleans Brandão segue em franca ascensão nas pesquisas eleitorais.
Felipe Camarão, por sua vez, reafirmou publicamente a manutenção da sua candidatura pelo PT.
- Ação
- 10 de julho de 2026
- Por: Redação

Em Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa ajuizada nesta quinta-feira, 9, o Ministério Público do Maranhão (MPMA), pediu, em caráter liminar, a exoneração de familiares do prefeito de Fortuna, Sebastião Pereira da Costa Neto, que ocupam cargos ligados ao controle interno, arrecadação tributária e consultoria jurídica do Município.
Outros pedidos liminares são a proibição de novas nomeações em desacordo com a legislação e adoção de medidas para adequar a estrutura administrativa do Município.
A cidade de Fortuna é termo judiciário da comarca de São Domingos do Maranhão.
Assina a manifestação o titular da Promotoria de Justiça de São Domingos do Maranhão, Ronaldo Martins Rebelo da Silva.
Entre os acionados, estão o prefeito, o Município, o controlador-geral, Lynarck Dassaev Soares (cunhado do gestor municipal); a chefe do Setor de Tributos, Olga Regina Soares (sogra de Sebastião Costa Neto) e o procurador-geral do Município, Silas Soares (primo da esposa do administrador de Fortuna).
A multa sugerida por descumprimento da liminar é de R$ 2 mil diários, a ser paga pessoalmente pelo prefeito.
CONCENTRAÇÃO
Na Ação, o promotor de justiça argumenta que referidas nomeações “não representam escolhas técnicas isoladas, mas, sim, uma concentração familiar na cúpula da administração local, o que anula a independência exigida pelos cargos de fiscalização e consultoria”.
Também de acordo com o membro do MPMA, a ocupação dos cargos por integrantes do núcleo familiar do prefeito enfraquece a autonomia dos órgãos responsáveis pela fiscalização dos atos administrativos, controle das finanças públicas e defesa jurídica do Município, além de favorecer a violação dos princípios constitucionais da administração pública.
PENAS
O Ministério Público também solicitou que, ao final do processo, sejam anulados os atos de nomeação de Lynarck Dassaev Soares, Olga Regina Soares e Silas Soares, incluindo o pagamento dos respectivos salários.
Requereu, ainda, que os acionados sejam condenados ao pagamento de multa de 24 vezes o valor das remunerações recebidas e à proibição de firmar contratos com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, mesmo que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de quatro anos.
- Unindo forças
- 10 de julho de 2026
- Por: Redação

A aliança entre o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), segue repercutindo no cenário político do Maranhão e é vista por analistas e interlocutores como uma movimentação estratégica para as eleições de 2026. Após o anúncio de Lahesio como pré-candidato ao Senado na chapa liderada por Braide, a composição passou a ser interpretada como uma tentativa de ampliar o alcance eleitoral do grupo na região Sul do Maranhão.
Segundo avaliações de bastidores, a aproximação entre os dois líderes vai além da formação da chapa majoritária. A leitura predominante é que Braide busca fortalecer sua presença política na Região Tocantina e no Sul do Maranhão, áreas onde ainda enfrenta desafios para ampliar sua base eleitoral.
Essa região têm papel relevante na eleição estadual. Nesse contexto, Lahesio Bonfim é apontado como uma das principais referências políticas nesses municípios, especialmente após sua atuação como prefeito de São Pedro dos Crentes e sua participação na disputa pelo Governo do Maranhão em 2022.
A escolha de Lahesio para compor a chapa como pré-candidato ao Senado é interpretada como uma estratégia para agregar esse capital político ao projeto eleitoral de Braide. A expectativa é que a aliança fortaleça a presença do grupo no interior do estado e amplie sua capacidade de articulação junto ao eleitorado dessas regiões.
Além do aspecto eleitoral, a composição também representa um movimento de aproximação entre duas lideranças que, até recentemente, atuavam em campos distintos da política maranhense. O anúncio da parceria sinaliza uma reorganização das forças políticas de oposição no estado, ainda que as articulações para 2026 permaneçam em fase inicial.
Embora o impacto eleitoral da união ainda não possa ser mensurado, a expectativa é que os próximos levantamentos de intenção de voto indiquem se a aliança produzirá reflexos na preferência do eleitorado. Também deverão servir como termômetro da estratégia as agendas conjuntas e a capacidade de mobilização política dos dois líderes nos municípios do interior.
