Trânsito Direitos e Deveres

Com Neymar, Carlo Ancelotti convoca seleção para Copa do Mundo

O técnico Carlo Ancelotti encerrou o mistério sobre a presença de Neymar na Copa do Mundo de 2026 e confirmou, nesta segunda-feira (18), a convocação do camisa 10 para o Mundial que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.

O anúncio foi feito durante cerimônia promovida pela Confederação Brasileira de Futebol para divulgação da lista dos 26 jogadores convocados. Esta será a primeira Copa do Mundo de Ancelotti no comando da Seleção Brasileira.

Com a convocação, Neymar disputará sua quarta Copa do Mundo consecutiva. O atacante já representou o Brasil nos Mundiais de 2014, 2018 e 2022 e agora tentará conquistar o hexacampeonato mundial com a Seleção Brasileira.

Ao longo de suas participações em Copas, Neymar marcou oito gols pela equipe nacional. Sua melhor campanha aconteceu em 2014, quando o Brasil terminou a competição na quarta colocação jogando em casa.

A convocação também confirmou nomes experientes e jovens promessas para o torneio.

Veja a lista completa:

Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio);

Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Leo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma);

Meias: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo);

Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vini Jr (Real Madrid).

A Copa do Mundo de 2026 começa no dia 11 de junho. O Brasil está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia brasileira será no dia 13 de junho, um sábado, às 19h, diante de Marrocos. Depois, a Seleção enfrenta o Haiti, no dia 19 de junho, às 21h30, e encerra a fase de grupos contra a Escócia, no dia 24 de junho, às 19h.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou nas redes sociais ter sido alvo de ameaça de morte feita por uma funcionária de uma companhia aérea. O caso ocorreu em um aeroporto de São Paulo na manhã desta segunda-feira (18).

De acordo com Dino, a funcionária disse a um agente da polícia judicial que tinha a “vontade de xingá-lo”. Em seguida, ela acrescentou que seria “melhor matar do que xingar”.

“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se corrigiu: disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, informou Dino.

O ministro também fez um apelo para que as empresas façam campanhas de educação cívica, principalmente, às vésperas das eleições de outubro.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas, um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir”, completou.

Fachin
Em nota à imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, condenou a ameaça sofrida por Dino.

Fachin prestou solidariedade ao ministro e afirmou que a divergência de ideias não pode abrir espaço para o ódio, à violência e à agressão pessoal.

“Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana”, afirmou.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do ministro não forneceu detalhes sobre a ocorrência.

O depoimento prestado por Ingrid Campos, esposa do deputado federal Ribeiro Neto, à Polícia Civil, detalha uma sequência de agressões que teriam ocorrido no último dia 7 de maio, em São Luís (MA). Segundo o relato da vítima, os episódios aconteceram em uma unidade de saúde e também em um motel da capital maranhense.

De acordo com Ingrid, ela procurou atendimento médico na Policlínica do Cohatrac após sofrer novas agressões físicas. No depoimento, a mulher afirma que apresentava escoriações nos joelhos, na região frontal e no antebraço, causadas após ter sido puxada e jogada ao chão.

Ainda segundo a denúncia, enquanto recebia atendimento na unidade de saúde, o parlamentar teria feito contatos indiretos por meio de terceiros, exigindo que ela fosse ao seu encontro e afirmando que ela “sofreria as consequências” caso não obedecesse.

Ingrid relatou ainda que, após deixar a policlínica, teria sido levada contra a própria vontade para um motel na região do Turu. No local, segundo a vítima, ela foi obrigada a ingerir uma garrafa inteira de vinho, o que teria comprometido sua capacidade de reação. Em seguida, afirma ter sido submetida a ato sexual sem consentimento, lembrando apenas parcialmente do ocorrido devido ao estado de alcoolemia.

A vítima também declarou que, durante a permanência no motel, Ribeiro Neto teria realizado uma chamada de vídeo com um parente, mostrando Ingrid dormindo e sugerindo uma reconciliação entre o casal. Conforme o depoimento, os dois deixaram o local apenas no dia seguinte, após contato da administração do estabelecimento.

O caso veio a público neste domingo (17), após Ingrid solicitar uma série de medidas protetivas contra o parlamentar. O casal estaria em processo de separação.

Hoje o futebol brasileiro vive grande expectativa. Está chegando a hora de conhecermos os 26 jogadores que vão representar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A lista final do técnico italiano Carlo Ancelotti será conhecida nesta segunda-feira (18).

O evento acontece no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, vai começar às 17h (de Brasília), mas a previsão é que Ancelotti anuncie a lista de convocados às 17h45, segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

CNN Brasil prepara uma cobertura especial para acompanhar a convocação e, ao longo de toda a programação, o canal trará informações em tempo real, bastidores e análises sobre a definição da lista final de jogadores que representarão o Brasil no torneio.

Dúvidas e campanha abaixo do esperado

A Seleção Brasileira saiu da última Data Fifa com mais respostas do que dúvidas após os amistosos contra França e Croácia. Diante de adversários de alto nível, Carlo Ancelotti testou variações, deu minutos a diferentes perfis e, sobretudo, começou a consolidar uma espinha dorsal para a Copa do Mundo de 2026.

O cenário que se desenha é de um grupo já bastante encaminhado em setores-chave, com hierarquias mais claras principalmente do meio para frente.

Ao mesmo tempo, algumas posições seguem abertas e concentram a maior parte das indefinições, com jogadores ainda tentando aproveitar as últimas oportunidades antes da convocação marcada de hoje.

Pior ciclo pré-Copa

Desde a eliminação diante da Croácia, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, no Catar, o Brasil disputou 34 partidas.

Nesse período, acumulou 14 vitórias, 10 empates e 10 derrotas, alcançando um aproveitamento de 50,9% dos pontos possíveis, índice consideravelmente inferior ao registrado na maioria dos ciclos anteriores. Esse foi o pior ciclo pré-Copa da equipe em toda a história.

Com informações da CNN Brasil

Jorge Messias e o presidente Lula no Palácio da Alvorada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou a aliados nos últimos dias que pretende reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição inédita sofrida pelo advogado-geral da União na Casa. Segundo relatos feitos ao GLOBO, Lula passou a tratar o episódio não como uma derrota pessoal de Messias, mas como uma afronta política ao governo e à prerrogativa constitucional do presidente da República de escolher ministros da Corte. A informação sobre a intenção de reenviar o nome foi publicada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo.

A disposição de Lula de insistir no nome do chefe da AGU ocorre em meio ao agravamento da crise política entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No entorno presidencial, permanece a convicção de que Alcolumbre atuou nos bastidores para derrotar Messias, ainda que o senador negue publicamente qualquer articulação contra a indicação. Auxiliares de Lula avaliam, porém, que o presidente do Senado não deve recuar diante de pressões do governo e que uma eventual nova tramitação da indicação tende a se transformar em novo teste de força entre Executivo e Congresso.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que Lula chegou a discutir alternativas para a vaga no STF após a derrota de Messias, inclusive diante da pressão de setores do PT e de movimentos ligados ao governo pela indicação de uma mulher. A hipótese, contudo, perdeu força rapidamente. Auxiliares argumentaram ao presidente que abandonar o nome do AGU neste momento consolidaria a leitura de derrota política imposta pelo Senado e transformaria uma eventual indicada mulher em uma espécie de “plano B”, cenário considerado ruim politicamente pelo entorno presidencial.

A avaliação predominante hoje entre ministros palacianos é de que Lula prefere transformar o episódio em disputa institucional e política, em vez de transmitir a imagem de recuo diante do Congresso.

O clima entre Lula e Alcolumbre já vinha deteriorado desde a rejeição de Messias e ficou evidente na última terça-feira, durante a posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Apesar de dividirem a mesa principal da cerimônia, os dois praticamente não conversaram durante todo o evento. Segundo relatos de pessoas presentes, houve apenas um cumprimento protocolar nos bastidores antes do início da solenidade.

A cena foi interpretada por aliados do presidente como demonstração pública de que ainda não há ambiente para reaproximação entre o Planalto e o comando do Senado. No entorno de Lula, a avaliação é que Alcolumbre “vestiu o chapéu” da derrota de Messias ao longo dos últimos dias, sobretudo após os sinais públicos dados durante a cerimônia do TSE.

O gesto que mais irritou aliados do presidente ocorreu durante uma homenagem feita ao AGU pelo presidente da OAB, Beto Simonetti. Ao citar Messias em discurso, Simonetti provocou uma salva de palmas de cerca de 30 segundos da plateia e de praticamente toda a mesa principal da cerimônia. Alcolumbre foi o único integrante da mesa a não aplaudir o advogado-geral da União, num episódio interpretado no entorno do governo como uma demonstração explícita de distanciamento político.

Reservadamente, aliados de Messias afirmam que o chefe da AGU ainda mantém esperança de voltar a ser indicado ao Supremo apesar da derrota sofrida no Senado. Segundo revelou o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, o ministro tem respondido “Deus proverá” ao ser questionado sobre o próprio futuro político. Interlocutores do governo afirmam que a forte manifestação pública de apoio recebida por Messias na posse de Nunes Marques reforçou no entorno presidencial a percepção de que o advogado-geral preservou respaldo em setores do meio jurídico, mesmo após a rejeição parlamentar.

Após a derrota, Messias chegou a sinalizar a pessoas próximas que cogitava deixar o governo. Lula, porém, pediu que ele não tomasse nenhuma decisão “no calor do momento”. O advogado-geral entrou de férias no último dia 13 e deve retornar ao cargo no próximo dia 25.

Apesar do desgaste provocado pela votação no Senado, Lula também decidiu, ao menos por enquanto, não promover mudanças na articulação política do governo. Segundo relatos feitos ao GLOBO, o presidente avalia que integrantes do próprio Senado descumpriram acordos firmados com o Planalto e costuma repetir a aliados que o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), foi “traído” durante a construção da votação.

Da mesma forma, não há previsão de mudanças envolvendo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, apesar das críticas internas sobre falhas na articulação com o Congresso.

Dentro do PT, porém, cresce a pressão para que Lula transforme a crise em enfrentamento político aberto com setores do Centrão e da oposição. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou ao GLOBO que defende explicitamente o reenvio da indicação de Messias e disse ver motivação política na derrota do AGU.

— Eu defendo que o presidente reenvie, sim. O Senado só poderia barrar alguém por incapacidade técnica, e esse não é o caso do Jorge. O que houve foi uma conspiração do bolsonarismo com setores do Centrão para tentar impedir investigações da PF e afrontar o governo — afirmou Lindbergh.

No entorno presidencial, a avaliação é que uma eventual nova indicação de Messias também serviria para medir até onde o Senado está disposto a tensionar a relação com o Planalto num momento em que o governo já enfrenta dificuldades em pautas consideradas estratégicas, como a PEC da Segurança Pública, a negociação das emendas parlamentares e projetos prioritários da área econômica.

Apesar do desgaste provocado pela derrota de Jorge Messias no Senado, há no Palácio do Planalto uma avaliação de que a crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ajudou a alterar parcialmente o clima político em Brasília nos últimos dias. Integrantes do governo avaliam reservadamente que o avanço das suspeitas envolvendo o caso Banco Master reduziu a pressão concentrada e enfraqueceu momentaneamente a disposição de setores do Centrão e da oposição para impor novas derrotas à gestão.

Na semana passada, o portal Intercept Brasil revelou mensagens entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas quais os dois negociavam financiamento ao filme “Dark Horse”, uma biografia de Jair Bolsonaro. O episódio ampliou o desconforto dentro do PL e levou aliados de Lula a avaliarem que parte do foco migrou para o entorno bolsonarista.

O Globo

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga shows e eventos contratados com emendas Pix destinadas pelos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Gil (PL-MA) para cidades do interior do Maranhão controladas pela família de Josimar. Eles cumprem pena em regime semiaberto por terem cobrado propina em troca da destinação de recursos.

Gil enviou R$ 1,5 milhão para estruturas provisórias do Carnaval de 2024 no município de Zé Doca e R$ 300 mil para a contratar o show de Tarcísio do Acordeon, para comemorar o Dia das Mães daquele ano. À época, a prefeita da cidade era Maria Josenilda Cunha Rodrigues, a Josinha Cunha, irmã de Josimar Maranhãozinho. Agora, a prefeitura é comandada pela sobrinha de Josimar, Flavinha Cunha.

Josinha e a secretária de Finanças Samara Oliveira, junto com funcionários da prefeitura que deveriam fiscalizar os contratos da cidade, são alvo de uma Tomada de Contas Especial, procedimento para apurar responsáveis por supostos danos ao erário.

Além do show de Tarcísio do Acordeon, o TCU investiga problemas na contratação. Para justificar o gasto milionário nos eventos, a prefeitura afirmou que iria contratar quatro bandas de renome nacional para o Carnaval, quando na verdade contratou apenas dois grupos deste porte: Calcinha Preta e Mastruz com Leite.

Ao Metrópoles, o deputado Gil disse que enviou os recursos para Zé Doca porque tem carinho pela cidade e por amigos, familiares e eleitores que moram lá.

“O objetivo da emenda foi garantir o acesso à cultura e ao lazer para a comunidade, movimentando a economia local por meio de eventos tradicionais, como o feriado de Carnaval e celebração do Dia das Mães”, afirmou o Gil.

Ele disse, porém, que a responsabilidade das contratações e “respectiva prestação de contas são de responsabilidade exclusiva da prefeitura”. O parlamentar ainda ressaltou que não cabe ao seu mandato interferir nas atrações escolhidas pela gestão municipal.

Emenda para prefeitura de esposa

O TCU também investiga uma emenda de R$ 900 mil enviada por Josimar Maranhãozinho para Centro de Guilherme, cidade maranhense cuja prefeita era a esposa do parlamentar, a também deputada Detinha, que é presidente do PL do Maranhão.

A auditoria constatou que a prefeitura realizou pagamentos à empresa A. de J. C. Cutrim Ltda, sem que houvesse prova documental da efetiva prestação dos serviços. As notas fiscais apresentavam unidades de medidas genéricas, o que impediu os fiscais de verificar quantas tendas, banheiros ou bandas foram entregues à prefeitura.

Além disso, os campos destinados à declaração de que os serviços foram prestados estavam em branco, mas o pagamento foi autorizado mesmo assim.

Questionados sobre as investigações, tanto o município de Centro de Guilherme, quanto de Zé Doca enviaram à reportagem o mesmo comunicado, trocando apenas o número de identificação da emenda parlamentar e o nome da cidade. Segundo as prefeituras, a verba “foi executada em conformidade com a legislação vigente”.

Em março, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Josimar Maranhãozinho, Gil e o ex-deputado federal João Bosco Costa (PL-SE) por um esquema de cobrança de propina em troca da destinação de recursos de emendas parlamentares.

A denúncia, oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), coloca Josimar Maranhãozinho como líder do grupo e, portanto, responsável por liderar a destinação dos recursos.

Condenado, Gil segue na Câmara
Embora tenha sido declarado culpado por todos os ministros da primeira turma do Supremo por corrupção passiva, Gil segue como parlamentar. Isso é possível porque ele foi condenado em regime semiaberto e a cassação depende de iniciativa da Câmara dos Deputados.

Já João Bosco Costa (PL-SE), que também fazia parte do esquema que pedia propina em troca do repasse de emendas, era deputado suplente e já estava sem mandato. Ele assumiu uma cadeira em 12 de julho de 2016 e voltou à Câmara em 8 de julho de 2024, e se afastou em 4 de novembro daquele ano.

Josimar Maranhãozinho também não perdeu mandato, mas está licenciado da Câmara. A esposa de Josimar, Detinha, não é citada na denúncia do MPF, no entanto, também está de licença.

Como era o esquema
Os deputados foram acusados de pedir propina em troca de recursos enviados para a saúde de municípios no Maranhão. As emendas parlamentares deveriam bancar equipamentos hospitalares, além do financiamento de procedimentos de média e alta complexidade (MAC) ambulatorial, e do piso da atenção básica (PAB).

Um dos casos analisados é o de São José do Ribamar (MA). O município recebeu R$ 6,6 milhões em emendas dos três parlamentares condenados. Após o direcionamento dos recursos, os deputados começaram a coagir o prefeito do município a devolver R$ 1,6 milhão.

O primeiro a cobrar o prefeito foi um agiota chamado Josival Silva, que responde pela alcunha de Pacovan.

Depois, os próprios deputados, Gil e Josimar Maranhãozinho, tentaram interceder por Whatsapp. Uma matéria dizia que “caso o prefeito não pague o valor devido, poderá sofrer retaliações duríssimas do agiota”.

O MPF interceptou conversas de Whatsapp que provam que foi Josimar quem disse para qual município Pastor Gil deveria enviar recursos de emenda. O valor sugerido, de pouco mais de R$ 1 milhão para São José do Ribamar, foi de fato enviado por Gil.

Maranhãozinho também conversava com Thalles Costa, filho de Bosco Costa, responsável por intermediar as emendas parlamentares do pai.

A denúncia mostra que Pacovan coordenava uma equipe de três homens, responsáveis por cobrar a propina dos prefeitos. Além disso, João Batista Magalhães foi denunciado como o lobista que atuava no Ministério da Saúde e na intermediação com prefeitos.

Metrópoles