MP pede intervenção em Turilândia após prisão do prefeito, vice e vereadores

 

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) decidiu solicitar a intervenção no município de Turilândia após os desdobramentos da Operação Tântalo II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

A decisão foi anunciada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo Castro, diante do cenário de instabilidade administrativa instalado no município. Com a operação, foram presos o prefeito Paulo Curió, a vice-prefeita Tânia Mendes e todos os vereadores de Turilândia.

Em um primeiro momento, a administração municipal ficou sob responsabilidade do presidente da Câmara de Vereadores, mesmo ele estando em prisão domiciliar. A situação, no entanto, foi considerada insustentável pelo Ministério Público.

Segundo o MPMA, o afastamento dos gestores eleitos, somado à condição do prefeito interino que cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica provocou um colapso administrativo, tornando necessária a nomeação de um interventor para gerir temporariamente o município.

Além do pedido de intervenção, o Ministério Público deve acelerar ações na esfera cível com o objetivo de buscar a perda dos cargos dos gestores afastados. Caso isso ocorra, o retorno do prefeito e da vice-prefeita às funções será inviabilizado, abrindo caminho para a realização de novas eleições em Turilândia.

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