
A Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA) já tem o seu novo mapa de forças desenhado. Com o início da legislatura, a definição dos blocos partidários revela um cenário de ampla vantagem para a base governista, mas também estabelece os nomes que darão o tom da fiscalização e da oposição no plenário.
O Poder do “Unidos pelo Maranhão”
O grande destaque é a formação do bloco Unidos pelo Maranhão. Apelidado nos bastidores de “blocão”, o grupo reúne nada menos que dez partidos (MDB, PP, PDT, Mobiliza, PRTB, União, Republicanos, PRD, Podemos e PSD).
Sob a liderança do deputado Ricardo Arruda (MDB), o bloco soma 27 parlamentares. Na prática, isso significa que o governo possui, logo de largada, a maioria absoluta da Casa, facilitando a aprovação de matérias prioritárias.
A Resistência e o Bloco Independente
Do outro lado da balança, a oposição se organizou sob o nome Parlamento Forte. Composto por PSB e PCdoB, o grupo conta com oito deputados e será liderado por Rodrigo Lago (PCdoB), conhecido por seu perfil articulador e técnico.
Já o PL optou por uma estratégia isolada, formando um bloco próprio com seus seis deputados. A liderança da bancada liberal ficou com o deputado Aluizio Santos.
Articulação Direta
Para amarrar todas essas pontas, o Palácio dos Leões manteve a confiança em Neto Evangelista (União), que segue como o Líder do Governo. Caberá a ele a missão de dialogar não apenas com o “blocão”, mas também de construir pontes com os demais parlamentares para evitar desgastes nas votações mais polêmicas.
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Bloco Unidos pelo Maranhão (27 deputados): Liderança de Ricardo Arruda (MDB).
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Bloco Parlamento Forte (8 deputados): Liderança de Rodrigo Lago (PCdoB).
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Bloco do PL (6 deputados): Liderança de Aluizio Santos (PL).
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Líder do Governo: Neto Evangelista (União).


