Flávio Dino classifica relatório da PF sobre caso Master como “lixo jurídico”

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, fez duras críticas ao relatório da Polícia Federal durante reunião com outros membros da Corte que discutiram a situação do ministro Dias Toffoli. A íntegra da fala foi divulgada pelo site Poder360.

Em sua manifestação, Dino classificou o documento da PF como “lixo jurídico” e afirmou que não valeria a pena aprofundar o debate sobre o conteúdo do relatório. “Essas 200 páginas [de relatório da PF] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico”, declarou.

O ministro também sustentou que o impasse não é essencialmente jurídico, mas político. “A crise hoje é política, presidente [Fachin]”, afirmou, dirigindo-se ao presidente da Corte, Edson Fachin.

Em tom direto, Dino ressaltou que ocupar a cadeira no Supremo envolve responsabilidades e custos institucionais. “Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus”, disse.

Ao final, defendeu que a questão deveria ter sido solucionada internamente, no âmbito da própria presidência do tribunal. “Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência”, concluiu.

A fala amplia o debate interno no STF sobre os desdobramentos do caso e evidencia o clima de tensão entre aspectos jurídicos e políticos que envolvem a atuação da Corte.

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