
São Luís contabilizou 15 casos de extorsão mediante sequestro, o chamado sequestro-relâmpago, entre janeiro e julho de 2026. O número representa uma queda de 28,6% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior, quando a capital maranhense somou 21 registros da mesma natureza, de acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
A distribuição mensal dos casos ao longo de 2026 mostra oscilação: duas ocorrências em janeiro, nenhuma em fevereiro, três em março, quatro em abril, apenas uma em maio, três em junho e duas em julho. No acumulado de 2025, o total chegou a 33 casos, com destaque para dezembro, mês que concentrou o maior volume, cinco registros.
Apesar da redução apontada pelos números oficiais, episódios recentes mantiveram o tema em evidência na capital. Um dos casos mais comentados envolveu a influenciadora Daiana Resende, que relatou ter sido abordada por criminosos no Espigão da Ponta d’Areia na noite da última sexta-feira (21). Segundo seu relato, ela e mais uma pessoa foram conduzidas a uma área de mata e coagidas a fornecer senhas bancárias. Os suspeitos ainda tentaram uma segunda transferência, de valor mais alto, que não chegou a ser concluída. A vítima afirmou ter reagido ao perceber que o objeto empunhado por um dos criminosos era uma réplica de arma de fogo, o que levou o grupo a fugir.
Outras ocorrências registradas neste ano seguiram padrão semelhante, com vítimas mantidas sob controle dos criminosos até a obtenção de valores por Pix ou saques em caixas eletrônicos. Em março, um motorista de aplicativo foi rendido na região da Cidade Olímpica, teve celular e dinheiro levados e sofreu uma transferência via Pix. Já uma mulher foi obrigada a entrar em um veículo e, durante o trajeto pela cidade, teve o telefone usado para movimentações financeiras antes de ser levada a um caixa eletrônico para sacar dinheiro. Houve ainda um caso na região do Araçagy, em que um empresário foi mantido dentro do próprio carro por três homens, que exigiram transferências via Pix e levaram pertences pessoais; o veículo foi encontrado posteriormente em Paço do Lumiar.
O sequestro-relâmpago se caracteriza pela restrição da liberdade da vítima com o propósito de obter vantagem econômica imediata. Durante o período em que permanece sob domínio dos criminosos, a vítima costuma ser pressionada a realizar transferências, saques ou entregar bens de valor. Além do prejuízo financeiro, esse tipo de crime expõe as vítimas a risco elevado e pode deixar sequelas psicológicas duradouras.
A SSP informou que as forças de segurança atuam de maneira integrada no combate a esse tipo de crime, combinando policiamento ostensivo, investigação e inteligência para identificar os responsáveis. O órgão reforça que situações em andamento devem ser comunicadas de imediato à Polícia Militar pelo telefone 190, e que o registro formal da ocorrência é essencial para subsidiar as investigações com dados sobre suspeitos, veículos, locais e a dinâmica dos crimes.
*Com notícias do Blog Linha 1
