
Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a impossibilidade constitucional de uma nova candidatura em 2030, aliados do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), passaram a defender publicamente que ele renuncie ao cargo na Corte para retornar à política partidária. A informação foi divulgada pelo jornalista Igor Gadelha, da coluna do Metrópoles.
A avaliação do grupo político de Dino é que o magistrado reúne condições para despontar como o principal sucessor de Lula no campo da esquerda nas próximas eleições presidenciais. Aliados sustentam que o Partido dos Trabalhadores não conta atualmente com quadros de projeção similar e lembram que o ex-governador do Maranhão já realizou movimento semelhante ao deixar a magistratura federal em 2006 para iniciar carreira política.
A eventual indicação de Dino, contudo, deve enfrentar resistência em alas do PT que defendem nomes próprios da legenda para a disputa de 2030. Entre os quadros citados por lideranças petistas para a sucessão presidential estão o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI).


