URGENTE: Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos

O Brasil e o mundo do esporte estão de luto. Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, Oscar Schmidt, considerado o maior nome da história do basquete brasileiro.

Conhecido como “Mão Santa”, o ex-jogador passou mal, foi socorrido em São Paulo, mas não resistiu. A notícia provocou forte comoção nas redes sociais e entre atletas, clubes e fãs.

Dono de uma carreira histórica, Oscar encerrou sua trajetória com 49.703 pontos, sendo o maior pontuador do basquete mundial, além de recordista em Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.

Desde 2011, enfrentava um câncer no cérebro, batalha que travou com coragem e que ampliou ainda mais sua admiração fora das quadras.

Ídolo eterno, Oscar deixa um legado que marcou gerações e colocou o Brasil no topo do basquete mundial.

A República Islâmica do Irã anunciou, nesta sexta-feira (17), que o Estreito de Ormuz está aberto para navios comerciais em consequência do acordo de cessar-fogo no Líbano entre Israel e Hezbollah.

O estreito por onde transitam cerca de 20% do petróleo do planeta, cujo fechamento vem causando turbulências em toda economia mundial, deve ficar aberto até o final do prazo da trégua na guerra entre Irã e Estados Unidos, marcado para a próxima terça-feira (21).

A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi.

“A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã.”

A medida acordada entre Teerã e Washington previa também o fim das batalhas em todas as frentes da guerra no Oriente Médio. Porém, Israel mantinha ataques massivos contra o Líbano. O Irã vinha exigindo o fim das hostilidades para retomar as negociações com os EUA.

O cessar-fogo no Líbano começou a valer na noite dessa quinta-feira, mesmo dia em que foi anunciado. Os libaneses comemoraram a notícia e tentam voltar para casa. Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas tenha se deslocado no país durante os 45 dias de guerra.

Já no Irã, o cessar-fogo começou no dia 8 de abril, porém, após o fracasso das negociações de paz no Paquistão no último fim de semana, os EUA anunciaram bloqueio naval contra os portos iranianos. A eficiência desse bloqueio às exportações e importações iranianas, entretanto, é contestada.

Três petroleiros iranianos, transportando um total de 5 milhões de barris de petróleo bruto, deixaram o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio dos EUA, informou a empresa de rastreamento de navios Kpler à agencia francesa AFP.

Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (14) a chamada “taxa das blusinhas”, aplicada sobre compras internacionais, e afirmou que a medida foi desnecessária.

Durante entrevista aos sites Brasil 247, Revista Fórum e DCM, Lula reconheceu que a decisão gerou desgaste político, principalmente por atingir consumidores de menor renda, que costumam recorrer a plataformas estrangeiras para adquirir produtos mais baratos. “Eu achava desnecessária a taxa das blusinhas. São compras muito pequenas, as pessoas de baixo poder aquisitivo é que compravam aquilo. Sei do prejuízo que isso trouxe para nós”, disse Lula.

A taxação incide sobre compras internacionais de até 50 dólares, que passaram a ter cobrança de cerca de 20% de imposto federal, além de ICMS mínimo de 17%. Antes da mudança, muitas dessas aquisições eram isentas. O apelido “taxa das blusinhas” surgiu justamente por impactar itens populares comprados em sites como Shein e Shopee.

 

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), coordenou, nesta quinta-feira (16), a Operação Bulwark, uma ação integrada executada pelas polícias civis para reprimir conteúdos digitais relacionados à violência extrema e ao discurso de ódio.

Até o momento, mais de 5,5 mil usuários foram afetados pela operação, que já realizou a moderação de 180 contas de redes sociais, o cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão, a realização de 20 intervenções cautelares e oito prisões, sendo seis em flagrante. A iniciativa visa à desarticulação de ecossistemas digitais nocivos, caracterizados pela disseminação de discurso de ódio, pelo incentivo à violência e por processos de radicalização, especialmente entre jovens.

A operação teve como foco a repressão a crimes relacionados a atos extremistas, à exploração sexual de crianças e adolescentes e ao compartilhamento desses conteúdos na internet. A Bulwark também incluiu ações coordenadas de moderação de conteúdo, com vistas à sua remoção, bem como à desativação de perfis e de grupos ilícitos em redes sociais e aplicativos de mensageria.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou a importância do trabalho integrado das forças, demonstrada pela operação. “As polícias civis tiveram protagonismo na investigação e no cumprimento das medidas, a partir de informações compartilhadas pela Senasp, com foco na proteção da sociedade e na prevenção de eventos críticos”, disse.

Investigações

As investigações foram conduzidas pelas polícias civis estaduais e pelo Ministério Público, que, a partir de informações compartilhadas no âmbito do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) e de procedimentos próprios, analisaram os elementos recebidos, representaram pelas medidas cabíveis, solicitaram providências e cumpriram mandados de busca e apreensão.

O Ciberlab atuou na produção e difusão de Relatórios Técnicos de Inteligência, com base no monitoramento de ambientes digitais de risco, identificando padrões de radicalização, de disseminação de violência e de atuação de grupos em plataformas online, o que subsidiou a atuação das forças policiais estaduais.

Mobilização nacional

A operação mobilizou policiais civis dos estados de Minas Gerais (MG), Pará (PA), São Paulo (SP), Santa Catarina (SC), Rio de Janeiro (RJ), Ceará (CE), Paraná (PR), Alagoas (AL), Piauí (PI), Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Maranhão (MA), Acre (AC), Bahia (BA), Pernambuco (PE), Amazonas (AM), Rio Grande do Sul (RS) e Rio Grande do Norte (RN).

A operação contou, ainda, com a participação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), bem como com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e do Centro Integrado de Inteligência Cibernética (AGCI-Cibertin-MG).

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) realizou, na quarta-feira (15), a prisão do vereador do município de Formosa da Serra Negra, a cerca de 481 km de São Luís, Itaércio Arruda Milhomem Barros, por suspeita de envolvimento na compra de um carro com suspeita de clonagem.

A ação aconteceu durante uma operação de rotina na cidade de Fortaleza dos Nogueiras, a cerca de 709 km da capital, município onde o vereador mora atualmente.

De acordo com o delegado regional de Balsas, Hudson Nogueira, durante as investigações foi identificado um veículo com indícios de sinais identificadores adulterados. O vereador informou ser o proprietário do veículo e disse que o havia adquirido recentemente, há cerca de dois meses.

“O vereador, informou que era o proprietário do veículo, que tinha adquirido recentemente, há cerca de dois meses. No entanto, não soube explicar de quem tinha comprado esse carro. Limitou-se a dizer que tinha comprado no município de Imperatriz, mas não soube dizer de quem comprou.” afirmou o delegado.

Segundo a polícia, não havia nenhum documento do carro ou procuração, e o veículo estava em nome de terceiros, o que levantou a suspeita dos policiais. Ainda durante a inspeção, foi verificado que o carro apresentava sinais identificadores inconsistentes, já que alguns elementos indicavam um determinado ano de fabricação e outros divergiam.

Ainda conforme a PCMA, diante dos indícios, o vereador foi informado de que seria conduzido à Delegacia de Balsas, a cerca de 810 km de São Luís, juntamente com o veículo, para aprofundamento da inspeção veicular.

Nesse momento, ele pediu para retirar alguns pertences do veículo, quando foi observado pelos policiais, ele tentando pegar uma arma de fogo que estava dentro do carro, um revólver calibre 38.

O vereador Itaércio Arruda foi preso e, além do crime de ocultação de veículo com sinal identificador adulterado, também foi autuado por posse ilegal de arma de fogo.

Até o momento desta publicação, a defesa do vereador Itaércio Arruda não havia se manifestado sobre o caso.

 

A Justiça do Maranhão negou, nesta quinta-feira (16), o pedido liminar do vice-governador Felipe Camarão (PT) para suspender a criação e instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado (Alema).

A decisão é do desembargador Sebastião Bonfim, relator do mandado de segurança impetrado pela defesa do vice-governador.

Na ação, Camarão alegou que a CPI violaria garantias como o devido processo legal e a preservação de sua imagem, além de sustentar que o requerimento de criação da comissão seria genérico e baseado em informações oriundas de vazamento ilegal de dados sigilosos. A defesa também apontou suposto desvio de finalidade, com motivação política e eleitoral.

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que não estão presentes os requisitos para concessão da liminar. Ele destacou que a interferência do Judiciário em atos do Poder Legislativo é medida excepcional, cabível apenas diante de ilegalidade evidente.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a CPI atende aos critérios constitucionais, como o número mínimo de assinaturas — 24 deputados —, a definição de fato determinado e o prazo de funcionamento de 120 dias.

O relator também afastou, em análise preliminar, a tese de que o objeto da comissão seria genérico. Segundo ele, a investigação está delimitada à apuração de possíveis irregularidades envolvendo a estrutura da Vice-Governadoria e da Secretaria de Estado da Educação, com base em indícios de movimentações financeiras atípicas que somam cerca de R$ 9,6 milhões.

Outro ponto destacado foi a autonomia do Poder Legislativo para conduzir investigações. O magistrado enfatizou que a atuação da CPI independe de eventuais apurações em curso no Ministério Público, prevalecendo o interesse público na fiscalização de agentes e recursos públicos.

Sobre a suposta utilização de dados vazados, o relator afirmou que a atuação do Poder Legislativo é autônoma e que o interesse público na apuração de possíveis irregularidades prevalece, sobretudo quando os fatos já se tornaram de conhecimento público.

Além disso, a decisão reforça que investigações parlamentares podem ocorrer paralelamente a apurações conduzidas por outros órgãos, como o Ministério Público, sem que isso represente ilegalidade.

Por fim, o desembargador rejeitou a tese de desvio de finalidade política, destacando que alegações desse tipo exigem prova pré-constituída, o que não foi apresentado no caso.

Com a decisão, a CPI segue com tramitação normal na Assembleia Legislativa, que já iniciou os procedimentos para instalação e definição dos membros.