
O Ministério Público do Maranhão, por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Cândido Mendes, em parceria com a Polícia Civil, deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 8, mais uma etapa da Operação Maat de combate à corrupção, resultando na prisão preventiva de seis pessoas (dois ex-agentes públicos e quatro empresários) e no bloqueio de bens no valor de R$ R$ 1.960.054,05.
A ação foi coordenada pelo promotor de justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira, da Comarca de Cândido Mendes. Os mandados foram cumpridos em São Luís (nos bairros do Calhau, Ponta d’Areia e Araçagy) e no município de Cantanhede.
Foram presos Marcelo Jorge Torres (ex-prefeito do município de Godofredo Viana, termo judiciário da comarca de Cândido Mendes), Gihan Ayoub Jorge Torres (irmã do ex-prefeito e ex-secretária municipal de Administração e Finanças de Godofredo Viana), Ronnel Quaresma dos Santos (sócio proprietário da empresa R. Quaresma dos Santos), Tiago Val Quintan Pinto Frazão (sócio proprietário da empresa Frazão Construções LTDA), Alonso de Souza Batista (sócio proprietário da empresa A de S Batista Empreendimentos e Serviços Eireli), Paulo Ricardo Nogueira Ayres Val Quintan (sócio proprietário da empresa PM Construções e Serviços Eireli).
O ex-prefeito, por sinal, já havia sido preso em fase anterior da mesma Operação Maat, em setembro do ano passado.
Dos mandados de prisão expedidos somente o de Sonia de Jesus Cruz (sócia proprietária da empresa LTZ Comércio Eireli-ME) não foi cumprido. Ela continua foragida.
Na operação, também foram apreendidos quatro veículos de luxo, computadores, celulares e dinheiro em espécie (cuja soma resultou no valor de R$ 291.200,00). O dinheiro estava dentro de um dos automóveis. Igualmente foram apreendidos 49 comprovantes de transações bancárias (TEDs, depósitos, saques, entre outros) que totalizaram R$ 3.378.147,49, também encontrados no interior de um dos carros.
Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos, na Comarca de Cândido Mendes, a pedido do Ministério Público do Maranhão, inicialmente pelo juiz Rodrigo Terças e, depois, pela juíza Luana Cardoso, que ratificou e ampliou os mandados originais.
Todos os envolvidos foram denunciados pelo MPMA, em documento de 2024 assinado pelo promotor de justiça Márcio Antônio de Oliveira, por desvios de recursos públicos do Município de Godofredo Viana, destinados à execução de obras e compra de material de expediente, referente ao ano de 2016. A denúncia apontou crimes de peculato-desvio, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
As investigações apontaram, inclusive, transferências diretas de valores das contas da Prefeitura de Godofredo Viana para contas particulares Marcelo e Gihan, realizadas nos últimos dez dias do antigo mandato da administração municipal de Godofredo Viana.


