
O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (6.nov.2026), o impeachment do presidente Santiago Peña (Partido Colorado).
Votação unânime: 44 dos 45 congressistas presentes votaram a favor da medida em sessão extraordinária.
Crise bancária: O processo ocorreu um dia após a aprovação na Câmara dos Deputados e foi motivado pela crise instalada com a quebra do Ueno Bank, o maior banco digital do país.
Precedente histórico: Peña torna-se o segundo presidente eleito democraticamente a ser destituído pelo Congresso no Paraguai desde o fim da ditadura de Alfredo Stroessner (1954–1989), precedido apenas por Fernando Lugo em 2012.
Conflito de interesses e investigações
O libelo acusatório protocolado por legisladores apontou graves conflitos de interesse envolvendo o ex-mandatário. Peña foi acionista do Grupo Vázquez — controlador do Ueno Bank — até março de 2025, instituição que reunia cerca de 3 milhões de clientes (metade da população paraguaia).
A acusação também responsabilizou o presidente pela nomeação de Carlos Carvallo para a presidência do Banco Central do Paraguai e por direcionar volumes expressivos de recursos do IPS (Instituto de Previsão Social) para o banco acima dos limites legais.
Sucessão
Com o afastamento definitivo e a perda do foro privilegiado, assume o comando do Executivo o vice-presidente Pedro Alliana (Partido Colorado), cujo pedido de impeachment foi rejeitado pela Câmara.


