/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/F/H/rO3cdGTBSgzutB3kbH0A/whatsapp-image-2024-06-04-at-16.40.55.jpeg)
O Partido dos Trabalhadores (PT) elegeu neste domingo (6) Edinho Silva como novo presidente nacional da sigla.
O resultado das eleições internas foi anunciado nesta segunda-feira (7) em meio a gargalos na apuração dos votos.
O atual presidente da sigla, senador Humberto Costa (PE), declarou que Edinho está matematicamente eleito, com cerca de 74% dos votos. Até agora, segundo ele, o PT conseguiu apurar quase 343 mil votos dos milhares petistas que foram às urnas para escolher novas direções.
Ex-prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva comandará o partido pelos próximos quatro anos. A posse está programada para agosto, durante um encontro nacional do PT.
O político será responsável por conduzir os rumos do partido nas eleições de 2026, avaliada internamente como uma das mais complexas e desafiadoras dos últimos anos.
O presidente eleito do PT afirmou que a legenda terá de “ampliar e fortalecer” o diálogo com aliados históricos e com “forças políticas que garantiram a eleição do presidente Lula em 2022”.
“O maior desafio do PT é a reeleição do presidente Lula e a construção de uma política de alianças que deve ser trabalhada estado por estado, considerando a realidade política de cada território”, declarou ao g1.
Edinho Silva vai substituir o mandato-tampão do senador Humberto Costa (PE) e os oito anos de gestão de Gleisi Hoffmann (PR).
Ex-tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff e ex-ministro, o político contou com o apoio de Lula na disputa ao comando da sigla. Ele também foi apoiado pela ala dominante da legenda, a corrente Construindo Um Novo Brasil (CNB).
Eleição no domingo
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/d/r/aC1mb1QtAmN5SpN09YoA/h1837-yt-coletiva-pt-07072025-frame-68281.jpeg)
O presidente eleito do PT, Edinho Silva, fala após anúncio do resultado das eleições internas — Foto: Reprodução
Milhares de petistas votaram no domingo (6) nas eleições internas do partido. Apenas Minas Gerais ficou de fora. Um contratempo jurídico levou a direção nacional do PT a adiar a disputa estadual, que deve ocorrer no próximo dia 13.
O pleito definirá os comandos da legenda em todos os níveis — municipal, estadual e nacional. Segundo Humberto Costa, além de Minas, a apuração ainda não foi concluída em Pernambuco, Bahia, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
Sem conseguir urnas eletrônicas, o PT decidiu adotar cédulas de papel em seu processo eleitoral interno. A contagem, que está sendo feita de forma manual, tem demorado mais do que o esperado.
Na disputa nacional, até o momento, Edinho Silva reuniu 239.155 votos na disputa deste domingo — o equivalente a 73,48% dos 342.294 votos já apurados.
Os dados finais devem ser divulgados ao longo dos próximos dias e consolidados com os votos de Minas Gerais.
O resultado parcial coloca Rui Falcão em segundo lugar na disputa (11,15%), Romênio Pereira em terceiro (11,06%) e Valter Pomar em quarto (4,3%).
“Diante dos votos que ainda faltam ser apurados, com toda a certeza, não haverá como esse resultado da presidência ser alterado. De modo que ele já pode dirigir suas primeiras palavras como presidente eleito”, disse Humberto Costa.
A expectativa é que a chapa de sustentação de Edinho Silva, formada pela CNB também saía vitoriosa. Isso garantirá predomínio do grupo dentro do diretório e da executiva nacional.
*Com informações do g1


