
Apesar de não ter conseguido renovar seu mandato no Senado Federal, a senadora Eliziane Gama (PT) sai das eleições de 2026 politicamente fortalecida e desponta como um dos principais nomes do Maranhão para integrar a equipe ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu quarto mandato.
A parlamentar teve atuação intensa no segundo turno da disputa presidencial, desempenhando papel importante na mobilização de lideranças políticas e eleitores em favor do petista. No Maranhão, Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) e conquistou quase 70% dos votos válidos.
O engajamento de Eliziane ganhou ainda mais destaque diante da ausência de outros aliados históricos do presidente na campanha. Foi o caso do senador Weverton Rocha, também derrotado nas urnas, que não teve participação expressiva na mobilização pela reeleição de Lula. Parte das lideranças do PDT, incluindo prefeitos, deputados e militantes, acabou se aproximando da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Na contramão desse movimento, Eliziane manteve uma postura de fidelidade ao projeto político do presidente, mesmo após sua derrota na disputa pelo Senado. A atuação reforçou suas credenciais junto ao campo governista e pode abrir caminho para uma posição de destaque no Executivo federal.
Após a confirmação da vitória de Lula, a senadora comemorou o resultado e ressaltou sua participação na campanha.
“A reeleição de Lula honra a nossa luta e fortalece a democracia. Sinto um orgulho imenso de ter vivido e ajudado a escrever esse capítulo da história do Brasil!”, declarou.
Com o mandato parlamentar chegando ao fim em janeiro de 2027, Eliziane aparece entre os nomes cotados para ocupar um ministério na próxima gestão. Embora ainda não exista confirmação oficial sobre eventual convite, a possibilidade de sua indicação ganha força no cenário político.
O presidente Lula, que completa 81 anos nesta terça-feira (27), iniciará um novo mandato em janeiro, quando deverá promover mudanças na composição de sua equipe ministerial.
Para Eliziane, portanto, a derrota na disputa pelo Senado pode representar não o encerramento de um ciclo, mas o início de uma nova etapa de sua trajetória política.


