‘Herói da mochila’ tentou parar criminoso que esfaqueou 4 crianças em parquinho na França

 

 

Um homem armado com uma faca espalhou o terror nessa quinta-feira (8) em um parque perto do Lago Annecy, nos Alpes franceses, ferindo cinco pessoas, incluindo quatro crianças pequenas, antes de ser preso.

O ataque ocorreu por volta das 09h45 (04h45 no horário de Brasília), quando crianças de cerca de três anos estavam nos Jardins da Europa, um parque muito popular às margens do Lago Annecy.

Segundo testemunhas ouvidas pela rede BFMTV, o homem tentou fugir do parque após o ataque e agrediu um idoso antes de ser rapidamente detido pela polícia.

O criminoso  tem nacionalidade síria e carregava insígnias cristãs no momento do ataque.

Um peregrino católico de 24 anos, que se identifica como Henri, deu mochiladas no agressor, nos alpes franceses. ‘Era impensável não fazer nada’, disse. ‘Herói da mochila’ tentou parar o criminoso.

“É profundamente anticristão atacar os vulneráveis. Toda a civilização cristã sobre a qual nosso país foi construído é uma mensagem cavalheiresca para defender as viúvas e os órfãos. Acho que, ao contrário, algo muito ruim o habitava”, disse Henri.

Segundo a agência de notícias Reuters, testemunhas disseram que pelo menos uma criança envolvida estava em um carrinho de bebê.

A jornalistas franceses, Henri, que também é estudante de filosofia, disse nesta sexta-feira (9) que sua fé católica lhe deu forças para lutar contra o homem, informou a agência de notícias Reuters

“Deixei-me guiar pela providência e pela Virgem Maria. Disse Adeus. Eles decidiriam o que aconteceria”, afirmou.

Henri disse que outros jovens também perseguiram o agressor. “Tentamos assustá-lo e deixar claro que ele não poderia fazer o que queria”, disse ele.

Questionado sobre a sugestão de que o atacante pode ter sido cristão, Henri disse que não fazia sentido.

Henri, que deve se encontrar com o presidente Emmanuel Macron ainda nesta sexta-feira, disse que teve que contar os detalhes horríveis do ataque durante uma declaração de três horas à polícia na quinta-feira.

“Agora tenho todas essas imagens horríveis na minha cabeça. Preciso tentar transformar isso em algo positivo”, disse ele.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *