Lula defende chegar a 50% de mulheres em cargos de gestão do governo federal

Foto: G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu neste sábado (29) o aumento da presença de mulheres em cargos de gestão do governo federal. Durante evento em Belo Horizonte, o petista afirmou que a participação feminina nessas funções está atualmente em 38% e declarou que a meta é elevar esse percentual para 50% ou mais.

A fala ocorreu durante o ato nacional “Mulheres com Lula”, que reuniu ministras e candidatas da coligação governista. Ao discursar, Lula também incentivou as mulheres a votarem em candidatas mulheres, destacando que, apesar de serem maioria na população brasileira, elas ainda ocupam poucas cadeiras no Congresso Nacional.

O presidente questionou publicamente essa contradição, argumentando que, se as eleitoras se mobilizassem em torno de candidaturas femininas, o Legislativo poderia ter maioria de mulheres. Ele definiu o discurso como um apelo à consciência das eleitoras para que exerçam esse poder de escolha nas urnas.

Ainda durante o evento, Lula tratou de outro tema que deve mobilizar o Congresso nos próximos dias: o fim da escala de trabalho 6×1. O presidente afirmou que a proposta deve ser votada e aprovada pelo Senado ainda esta semana, resultado de um entendimento firmado com os presidentes das duas Casas legislativas, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, a mudança na jornada de trabalho ampliaria o tempo disponível de trabalhadores para a vida pessoal e familiar. A proposta de emenda à Constituição já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e, se referendada pelos senadores, seguirá para promulgação.

O acordo com Alcolumbre e Motta também prevê a análise acelerada de outras pautas de interesse do Executivo, como a medida provisória sobre a chamada “taxa das blusinhas” e a PEC da Segurança. Lula relacionou o avanço dessas matérias à capacidade da população de transformar suas demandas em políticas concretas, defendendo uma democracia participativa e ativa.

Ao falar sobre suas prioridades para um eventual quarto mandato, o presidente citou a educação como uma das áreas centrais de investimento, com o objetivo de formar uma juventude mais qualificada e mais bem remunerada. Lula afirmou ainda que pretende trabalhar para que o Brasil seja reconhecido como país desenvolvido ao final de um novo governo, reforçando que, sob sua gestão, nenhuma nação estrangeira deve interferir nos assuntos internos do país.

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