Moraes afasta procurador-geral do Maranhão

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento imediato de Valdênio Nogueira Caminha do cargo de procurador-geral do Estado do Maranhão. A decisão também proíbe sua nomeação para qualquer função pública nos três Poderes do estado.

Segundo Moraes, a medida foi motivada pelo descumprimento deliberado de ordens judiciais anteriores e pela caracterização de desvio de finalidade na permanência de Valdênio no cargo.

A determinação integra a Medida Cautelar na Reclamação 69.486, apresentada pelo partido Solidariedade contra atos administrativos do governo do Maranhão, Assembleia Legislativa, Companhia Maranhense de Gás (Gasmar) e Sebrae-MA.

O caso começou em 2024, quando o STF suspendeu nomeações consideradas irregulares, com indícios de nepotismo cruzado e violação à Súmula Vinculante 13. O Solidariedade alegou que, mesmo após as decisões, o procurador-geral descumpriu as ordens.

Entre os pontos destacados na decisão estão:

  • Pagamento irregular: emissão de parecer que permitia a continuidade da remuneração de agentes exonerados, contrariando determinação de suspensão imediata.
  • Atraso proposital em exoneração: manutenção de Ítalo Augusto Reis Carvalho no cargo até novembro de 2024, alegando fechamento da folha de pagamento.
  • Manutenção indevida de cargo: Gilberto Lins Neto continuou como presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) por mais de um mês após decisão de afastamento.
  • Suspeita de favorecimento: inclusão do filho do procurador na assessoria jurídica da Emap sem registro formal e nomeação de seu chefe de assessoria para o Conselho de Administração da empresa.

Advertências ao governador

Moraes determinou execução imediata da decisão, inclusive com suspensão de salários e benefícios, sob pena de responsabilização penal e por improbidade do governador Carlos Brandão. O ministro ainda advertiu que novas nomeações semelhantes serão tratadas como desvio de finalidade, configurando crime de responsabilidade.

A reportagem deixa em aberto para que  Valdênio Nogueira Caminha traga sua resposta sobre o fato.

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