
O cenário político maranhense sofreu uma reviravolta técnica e estratégica nesta semana. Um novo parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as obras de prolongamento da Avenida Litorânea apontou a ausência de superfaturamento, desidratando uma das principais bandeiras utilizadas por grupos “dinistas” para fustigar o governador Carlos Brandão (PSB).
A movimentação dos chamados “dinistas” tinha um objetivo claro: tentar emparedar o governador Carlos Brandão em um momento crucial de definições sobre o apoio do presidente Lula para as eleições de 2026. Ao levantar suspeitas sobre a execução do projeto, que liga São Luís a São José de Ribamar, os adversários buscavam desgastar a imagem de gestor de Brandão perante o Palácio do Planalto, sugerindo que a pressa para entregar a “obra-vitrine” estaria atropelando o rigor administrativo. No entanto, a análise do TCU aponta agora que os valores aplicados e as medições de engenharia guardam conformidade com a realidade do canteiro de obras, retirando o lastro jurídico das acusações de corrupção ou malversação de recursos federais do PAC.
Com a chancela de regularidade do tribunal, Carlos Brandão ganha um importante trunfo político para consolidar sua liderança e manter o cronograma acelerado de inauguração. O aval técnico não apenas protege a infraestrutura do estado de manchas reputacionais, mas também isola o discurso de quem apostava no desgaste jurídico para forçar uma composição antecipada na chapa majoritária de 2026. Agora, sem o argumento do superfaturamento para municiar os debates na capital, resta saber qual será o próximo movimento da oposição para tentar reequilibrar o jogo de forças na sucessão estadual, já que a vitrine da Litorânea segue avançando sob o selo de aprovação dos órgãos de controle.


