Terremoto na Venezuela já deixa 2.295 mortos, diz governo; número de feridos passa de 11 mil

O número de mortos pelo terremoto na Venezuela subiu para 2.295 nesta quarta-feira (1º), segundo informações divulgadas pelo governo do país. Mais de 11 mil pessoas também foram contabilizadas como feridas após o duplo tremor registrado em 24 de junho.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, afirmou em seu mais recente pronunciamento que 12.841 pessoas foram afetadas diretamente pelo desastre. O novo balanço supera os números anteriores, divulgados na terça-feira, quando eram registradas 1.943 mortes e 10.571 feridos.

As autoridades alertam, no entanto, que os números ainda podem ser atualizados à medida que as equipes de resgate avançam em áreas atingidas e novos corpos são retirados dos escombros. O processo de identificação das vítimas também segue em andamento.

Organizações humanitárias afirmam que o sistema de saúde venezuelano opera sob forte pressão desde o terremoto. Hospitais danificados, falta de pessoal e aumento no número de feridos têm dificultado o atendimento, enquanto há registros de disseminação de doenças infecciosas em áreas afetadas.

Enquanto isso, o número de resgates caiu nos últimos dias. Segundo dados oficiais, 5.380 pessoas foram salvas nos dois primeiros dias após os terremotos, enquanto apenas quatro sobreviventes foram localizados posteriormente.

O período crítico para encontrar sobreviventes após desastres desse tipo costuma ser de 48 a 72 horas, embora casos excepcionais possam ultrapassar esse prazo dependendo das condições.

O único resgate registrado na terça-feira até o fim do dia foi o de uma criança que permaneceu seis dias sob escombros, segundo Jorge Rodríguez.

Agências das Nações Unidas estimam que o terremoto gerou cerca de 1,2 milhão de toneladas de entulho. A destruição inclui prédios colapsados e pertences pessoais espalhados pelas áreas atingidas.

As organizações também demonstram preocupação com a situação de milhares de desabrigados que seguem em abrigos improvisados ou dormindo ao relento, expostos a riscos sanitários e estruturais.

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